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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Da Bahia ao Uruguai - Considerações finais

Escrever esses dias de viagem foi gratificante e saber que pessoas acompanharam dia-a-dia minhas história foi mais gratificante ainda.

Para contar a história pesquisei muito na net, vi mapas e outros sites de viagem. Não pensem que saí escrevendo nome de praça enquanto viajava, pois não sou tão organizada assim. Me localizei pelo mapa, mas infelizmente não posso dar o devido mérito à pessoa que o colocou na internet porque perdi o link. Alguns sites estão dispersos em links pelas histórias.

As fotos associadas aqui são algumas das fotos que gostei, mas não consegui associar ao contexto, principalmente a foto do craque com a camisa do Brasil. Eu fiz a foto e me orgulho dela. O menino tinha muito jeito com a bola, acho que vai ser um craque.

Pode notar que não falo muito em almoço, então para aguentar a viagem comemos os deliciosos alfajores, doce típico do Uruguay muito parecido com os bem-casados.

Para ler a história, o melhor é clicar no marcador "Uruguai" e seguir de baixo para cima.

Para ver melhor as fotos, clique e elas abrirão num tamanho maior. Obrigada pela visita e até o próximo assunto.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Da Bahia ao Uruguai - Chegando ao Brasil

Ainda no dia 09/09/2007, no caminho para Bagé, tivemos a grata surpresa de passar pela reserva do Itaim que fica na Lagoa Mirim. Á estrada é muito boa e reta por isso todos vão em alta velocidade. Ao passar pela reserva, é solicitado por placas a redução para 60km/h. É preciso cumprir essa solicitação pois animais atravessam a pista o tempo todo, afinal, invadimos o espaço deles. Cumprimos a ordem e foi gratificante, inclusive paramos no acostamento para contemplar um pouco o restinho de dia e tirar umas fotos. Muitas aves e animais vivem no local, principalmente as capivaras. Essas sofriam muito pois são grandes e têm dificuldade em atravessar a pista e nesta perigosa travessia muitas eram mortas por motoristas apressados. Ficamos realmente tristes com as dezenas de capivara mortas, inclusive tiramos uma foto que não tenho coragem de colocar neste blog.

Saindo da reserva do Itaim, seguimos a caminho do Rio Grande. Pasto, mato e algumas poucas casas que devem ser de trabalhadores das grandes fazendas de criação de gado. Também vimos alguns indicativos de camping, principalmente às margens do rio. Entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai tem muitos Arroios, são essas águas que ajudam a molhar a terra e matar a sede do gado. Vimos esses arroios, tanto na ida quanto na vinda.

Final da tarde e finalmente chegamos ao Rio Grande. Lá fomos visitar nossa amiga Glaci e seus filhos Giane e Daniel. Descobrimos que tinha uma feira de etinias e dormimos lá para curtir a noite. A cidade do Rio Grande é viva, as pessoas são alegres e isso a torna especial. Que bom estar na nossa terra, lugar de cultura, artesanato e boa comida. Comemos uma anchova deliciosa e ainda os famosos doces de Pelotas de sobremesa.

Na manhã do dia 10/09/2007, seguimos cedinho para Bagé. Não paramos nas cidades porque não tínhamos tempo e porque já fizemos esse percurso antes. Chegamos a Bagé às 10h, tempo suficiente para tirar dinheiro no banco, fazer o checkin web, almoçar e pegar o ônibus para POA. Essa é a parte triste da história porque tive que deixar meu amor por lá. Só nos veremos final do ano.

Essa é uma breve história de duas pessoas que aproveitam a distância pra tornar a vida melhor. É difícil viver separado, mas o destino nos impôs isso, então procuramos o melhor ângulo para fazer a foto da nossa vida.

Dedico esses textos a Rafael que me proporcionou esta felicidade e a meus pais que tomaram conta de minhas fofuchas (Branca e Suse) enquanto viajava.

Da Bahia ao Uruguai - Punta del Este

Ufa! Dia 09/09/2007, terceiro dia de viagem pelo Uruguai e parece que passamos uma semana, tamanha a intensidade do que pudemos absorver. Na noite anterior, fizemos planos de dormir cedo pra curtir a orla até Punta del Este. Esse plano deu certo, até mais certo do que imaginamos.
Aí no mapa ao lado (clique para ampliar) tem a rota que fizemos. De carro, curtimos a orla de Montevideo com seus prédios lindos, avenida ampla, calçadas bem limpas e conservadas, jardins e gramados. O dia amanhecia sempre frio e com muito vento, deixando o mar turvo, por isso não paramos para um banho de mar. Ainda em Montevideo, vimos uma ilhota muito linda, cheia de aves bem na orla da cidade. Não sei se é uma ilha particular ou uma reserva.

Saindo de Montevideo seguimos o litoral uma boa parte do caminho, passamos por Atlanta, por um aeroporto, entrada de Piriápolis, Punta Ballena, até chegarmos a Punta del Este. No caminho, antes mesmo de chegar lá, vimos carros de pintura dourada metálica que seguiam em alta velocidade, tanto que estávamos a 140km/h e eles nos ultrapassavam facilmente. Identificamos que esses carros eram táxis que levavam os passageiros do aeroporto à cidade de Punta del Este.

Chegamos em Punta del Este e, logo de cara, vimos prédios grandiosos, um mar lindo e manso, um cais com veleiros, muito vento e sol ao mesmo tempo. Paramos e contemplamos aquela natureza associada ao luxo e riqueza.

Seguimos de carro até encontrar um cassino fascinante, o Conrad. Todos paravam para tirar fotos. Enquanto fotografávamos, passou uma limousine e os turistas no carro próximo a nós ficaram gritando o nome de algum ricaço, pena que não decorei para fazer uma pesquisa e colocar aqui.

Seguimos, conhecendo a cidade. Uma ponta do mar é agitada porque fica mar aberto. Nesta parte a natureza é mais conservada.

Diante de tanta riqueza ficamos preocupados com o almoço e decidimos trocar nossos últimos reais por pesos. Quando paramos na casa de câmbio (são muitas por todo o Uruguai) , após trocar o dinheiro, descobrimos que já estávamos saindo de Punta a caminho de Maldonado. Nos informaram que seguindo o caminho chegaríamos a Chuí e nos deram um mapa que chegaríamos até lá.

Decidimos, em vez de voltar a Montevideo, seguir até o Chuí. Pegamos um caminho de litoral quase inexplorado. Nos mapas que vi na net não consegui identificar, mas o caminho deve ser feito pela orla até chegar próximo a La Paloma. Neste ponto, em vez de seguir pra atravessar a barca pra La Paloma, segue para a esquerda e sai da orla, indo pra Rocha. Pegamos uma estrada de terra no caminho que também não identifiquei nos mapas da net, mas estavam bem definidas no mapa que nos deram lá.

Não fomos na Barra do Chuí porque já estávamos cansados e não sabíamos a distância que teríamos de desviar. Vimos um filetinho de rio e acreditamos que era o Chuí, só pra ficarmos satisfeitos. Fizemos uma parada pra o almoço num posto antes de chegar ao Chuí. Ainda serviam ovos, bife, salada e bata frita. Fizemos um lanche.

Já viu que não gastamos nossos restos de pesos. Passamos no módulo para identificar que estávamos voltando pro Brasil e depois fizemos mais uma parada na cidade de Chuí. Uma cidade pequena, um pouco abandonada que parece viver das lojas de produtos importados. Paramos no posto de gasolina e trocamos os pesos por reais.

Resolvemos comer um pancho uruguaio e lá encontramos duas senhoras muito agradáveis e bem-humoradas. Durante a viagem descobrimos que dizer que era baiano era um diferencial positivo, então usamos bem desse artifício. Os olhos da senhora brilhavam de vontade de conhecer a Bahia, achamos isso muito legal.

Saindo do Chuí pegamos a estrada até chegar em Rio Grande, já final da tarde. Lá em Rio Grande temos uma boa amiga que sempre nos recebe muito bem. Dormimos por lá e ainda aproveitamos a noite... Isso é outra história....

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Da Bahia ao Uruguai - Todos os uruguaios em um só lugar

Saímos achando que o Prado era logo ali porque não tínhamos entendido que 522 era a linha de ônibus. Andando pelo centro encontramos um senhor muito simpático que veio da fronteira e nos informou exatamente como chegar até a feira usando o seu sotaque portunhol.


Apesar de o ônibus ter uma entrada e uma saída, não tem borboleta. As pessoas entram e saem pela frente e o motorista retira um selo e entrega como recibo da passagem. Uma passagem custou Uru$ 15,5 (R$1,55). O motorista se aborreceu conosco porque não entendia como não sabíamos o valor da passagem. Que absurdo! Nem quis perguntar o ponto a ele, vai que ele se vingava e nos deixava num lugar bem isolado e longe?

Ainda no ônibus encontramos uma mulher que nos deu algumas dicas de onde NÃO era o Prado. Ela desceu antes, mas nos avisou que a mulher da frente iria para lá (não me pergunte como ela sabia disso).

Chegando no local vimos que era A Festa da cidade. Jovens, adultos e idosos reunidos para ver a feira. Lá encontramos os stands de diversos países do Mercosul, inclusive o Brasil e exposição de máquinas agrícolas. O local é um parque de exposições de animais, por isso já tinham as baias formadas com cavalos, bois e carneiros. Era uma festa com direito a música country, futebol americano e muita animação.

Passeamos por todo o parque, entramos nos stands, mas não compramos nada. Tudo por lá era muito caro! A fome apertou e fomos procurar o que comer. Tinha uma churrascaria, mas ninguém estava no local, é claro que isso nos espantou. Optamos por fazer o que todos os uruguaios estavam fazendo: comer sanduiche e tomar chop. Enquanto nos fartávamos ficamos ouvindo a música local, numa apresentação no palco que aconteceu após o show de country.

As pessoas começaram a ir embora e decidimos que era hora de acompanhá-los. Pedimos informação a uma policial que por acaso era da fronteira e sabia falar bem o Português. Ela nos levou até a saída que já estava fechada, abrindo passagem, porque a outra ficava longe do ponto de ônibus. Foi muito prestativa conosco. Conhecia o RS, tinha vontade de conhecer a Bahia e gostava de Jorge Amado.
Pegamos o ônibus 522 de volta para o centro. No ônibus encontramos uma uruguaia que trabalhava na colônia brasileira. Falava bem Português, sabia muito sobre a Bahia, mas ainda não conhecia pessoalmente e também gostava de Jorge Amado. Ela desceu antes de nós. Quando tentávamos nos localizar, um casal ofereceu ajuda. Mostramos o mapa e eles nos disseram o ponto. Finalmente chegamos a hotel, cansados e felizes.

.... amanhã é outro dia e outra história...

Da Bahia ao Uruguai - O Porto, o Centro e a Cidade Antiga



Cidade plana, prédios bonitos e clima agradável formaram o conjunto que precisávamos para fazer uma longa caminhada. Se olhar no mapa (clique para ampliar) verá que saímos da Rambla Portuaria, passamos em Piedra (atelier), plaza zabala (filmagem), teatro Solis, plaza constitucional (gaúcho), até chegar na orla. De lá andamos até a esquina com o cemitério central.

Chegamos ao hotel, tomamos um bom banho e saimos para almoçar. Na procura por almoço fomos nos dispersando em vistas de prédios, praças (plaza independencia, cagancha) e universidade. Só não vimos restaurante, apenas lanchonete e Mc Donald. Finalmente começamos a encontrar restaurantes que serviam sopa, sanduíche ou bife com ovo frito, salada e batata frita. Não descobrimos como os uruguaios se alimentam, isso foi uma incógnita na viagem porque se fosse de sanduiche e batata frita não estariam tão bem quanto aparentam. Encontramos um restaurante que tinha salada, arroz, lentilha, carne e outros pratos e conseguimos almoçar pouco e bem.
Decidimos voltar ao hotel, pegar o carro (conseguimos uma garagem no hotel) e ir para a orla. No caminho encontramos um bar lindo, todo aberto rodeado de flores. O bar ficava numa praça com fontes jorrando. Irresistível parar e tomar um chop, novamente não fizemos o pouco que planejamos.
Os uruguaios gostam de Jorge Amado e Paulo Coelho. O novo livro de Paulo Coelho (que eu nem conhecia) já estava espalhado pelas livrarias do centro.

Mais tarde, decidimos pegar o carro para conhecer como era a orla à noite e descobrimos que o carro não poderia sair porque um outro carro brasileiro de hóspedes do hotel estava na porta da garagem. A dona do hotel nos indicou uma feira de pecuária que estava acontecendo no Pradro, disse que poderíamos pegar o ônibus 522 e chegar lá. Dito e feito, fomos ao Prado.

.... aguardem os próximos capítulos...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Da Bahia ao Uruguai - O Porto, o Centro e a Cidade Antiga

Fazer um passeio para outro país de língua diferente parecia meio complicado, mas percebemos que uruguaios e brasileiros são irmãos e se entendem bem. Os trabalhadores dos hoteis e restaurantes, o taxista, os moradores, todos se comunicaram e nos atenderam muito bem, nos sentimos na Bahia.

Dia 08/09/07, amanhecemos com a intenção de fazer o famoso passeio entre Montevideo e Buenos Aires. Pegamos um taxi com um senhor bem simpático e conversador que nos deixou no porto. O taxi entre o centro e o porto custou Uru$85,00 (R$8,50). Chegando lá, só tinha barca para a Argentina às 17h, então tivemos que mudar o único plano que fizemos a viagem toda: não atravessamos e curtimos o Uruguai, foi bem melhor assim.

Não fizemos pesquisa de pontos turísticos. Saímos andando sem destino, passando por prédios muito antigos e bem conservados. Uma arquitetura muito lind
a que merece ser vista e conservada.

No caminho encontramos um ateliê com fotos, quadros e esculturas. O que chamou realmente nossa atenção e admiração foi o "Taller de Arte Textil" feito pelo artista e diretor da galeria Jorge Sosa Campiglia. O artista reproduz fotos tecendo um tapete num nível altíssimo de detalhe e beleza. O altelier fica na cidade antiga entre Piedras e Rambla Portuária e o email dele é
emontevideano@adinet.com.uy. Um quadro custa U$5000,00.

Continuamos nossa caminhada pela cidade antiga; vimos um grupo de atores que faziam uma filmagem em praça pública e prédios lindos que de tão grandes só conseguimos tirar fotos dos detalhes.


Quando percebemos já estávamos na orla, bem próximos ao centro da cidade onde ficamos hospedados...

... da orla até a chegada ao hotel é outra história...

Da Bahia ao Uruguai - A busca por Hotel

A nossa viagem não foi nada planejada, então não reservamos hotel e não fomos logo procurá-lo. Na verdade, ao chegar na cidade (07/09/07) e passar por um túnel, saímos no Centro onde vimos vários hoteis, então decidimos aproveitar o fim de tarde e resolver isso depois.

Estávamos com fome. Depois de ver tanto boi no pasto, esperávamos encontrar um rodízio (espeto corrido), mas não encontramos. Na verdade não vimos restaurantes ou bares na orla. Vimos apenas prédios residenciais, alguns poucos hotéis e muita gente correndo, caminhando, andando de bicicleta, tomando chimarrão e brincando com seus cães soltos na grama e na praia. Os uruguaios são bonitos. O tipo moreno claro, estatura média e magros, parecem pessoas saudáveis. As pessoas tinham uma aparência muito simples e natural.

Paramos na orla para contemplar a paisagem. Comecei a notar uma diferença entre mim e as pessoas na orla, eu era a única mulher de vestido e salto. Claro, eu estava na orla e quem vai de salto e vestido para a orla?

Fomos procurar o que comer. Saindo um pouco da orla, achamos o Shopping Costa Azul. Pra quem imagina que encontramos algo tipo Iguatemi ou Barra com uma vasta praça de alimentação, se engana. No Shopping tinham algumas lanchonetes, dentre elas o Mc Donald que nos salvou da fome (o mesmo preço daqui do Brasil). Eu continuava sendo a única mulher de vestido, um Etê. Os homens olhavam curiosos e as mulheres com cara feia. O vestido era no joelho, bem composto. Os preços de roupas, sapatos e mercadorias em geral no Uruguai são próximos dos preços no Brasil.

Felizes, cansados e de barriga cheia, fomos procurar um lugar para nos hospedarmos. Buscamos nas nossas lembranças o caminho de volta pro centro e contamos com a boa vontade dos Uruguaios. Os vários hotéis do centro estavam lá, mas todos lotados. Que desespero! Tinha uma feira de pecuária na cidade e todos os brasileiros resolveram aproveitar o feriado para ir ao Uruguai. Após bater em muitas portas encontramos uma vaga no Hotel Montevideo (r. Aquiles Lanza, próxima à rua Ejido). Não tinha garagem e a diária nos custou R$70,00 com o café da manhã.

Os prédios do centro são muitos antigos e lindos. O cheiro de umidade e lenha queimando eram constantes no hotel por isso fui acompanhada por uma crise alérgica durante toda a viagem. Mesmo assim pudemos matar a saudade, curtir o fim de noite e dormir bem até o outro dia...

... amanhã é outro dia... contarei outras partes da viagem pois está apenas começando.

Da Bahia ao Uruguai - A IDA


Começo a contar minha viagem com esta frase, enviada por um amigo: “Cuidado para não tomar os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo.” (Arthur Schopenhauer)

E
stou de volta à terra após ter ido da Bahia até o Uruguai (De 06/09/07 a 10/09/2007). O caminho foi longo, mas foi muito bom. Bom por ter visto Rafael (meu amado) e por termos mais uma bela história para contar na velhice.

Dia o6/09/2007, peguei um avião (TAM) em Salvador (Ba) até Porto Alegre (RS). Em POA segui de ônibus para Bagé (RS) e lá encontrei com Rafa que já esperava de malas e prontas e co
m a carta verde que é uma carta seguro para as pessoas que querem sair do país de veículo próprio.

No dia seguinte, 07/09/07, umas 9:30 da manhã, seguimos
pela 473 para Aceguá, cidade fronteira entre Brasil e Uruguai.Lá nos identificamos às autoridades para indicar que iríamos sair da fronteira e declarar a saída de dinheiro. Trocamos alguns Reais por Pesos (um real vale em média 10 pesos).

Já no Uruguai, partimos no sentido de Melo e Treinta y Tres até chegar a Montevideu, numa reta interminável de pasto com muitos bois e carneiros. A estrada é um tapete; um retão liso que dá vontade de pisar fundo e pisamos. Quase não tem cidade com restaurantes ou postos de gasolina. Quem for fazer o percurso encha o tanque e leve sua água e seu alimento.

Durante o caminho vimos muitos animais mortos na estrada,
principalmente Tamanduá, Gambá e um de maior porte como uma raposa, não consegui identificar. Dá muita pena vê-los daquele jeito, alguns tão pequeninos.

Nos pequenos vilarejos que vimos pelo caminho e na estrada tinham muitos carros antigos. A impressão que temos é que o Uruguai não existe porque quase não vemos casas, pessoas ou cidades.

Chegamos a Montevideu no final da tarde e fomos recebidos com um lindo sol de quase primavera. Uma orla limpa e extensa, cheia de prédios com uma média de 12 andares....

... mas isso já é outra história.....