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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Os acéfalos do BBB

Embora não costume assistir do BBB, sempre o defendi como um programa de observação da natureza humana, tanto dentro quanto fora da casa, seja quando votamos por afinidade ou divergência nos comportamentos ou quando encontramos no desconhecido um herói.

Infelizmente, hoje faço minha as palavras que dizem ser de Veríssimo. O BBB não traz nada de construtivo porque até as diferenças foram eliminadas. Todos os enjaulados são parecidos mentalmente e fisicamente e os que se destacam nunca são por exemplos positivos. Fico imaginando: se aquela porcaria é o editado para TV aberta, o que deve acontecer de pior no dia-a-dia desse povo? E faço a mesma pergunta: o que Bial ainda está fazendo na Globo e no BBB? Medo de mudar ou perdeu o cérebro entre uma edição e outra?

Substituam seu programa no horário. Vejam outras emissoras, assistam um filme, leiam um livro ou vão namorar, tocar um instrumento, fazer uma atividade física ou conversar com os amigos. A melhor resposta a um programa desses é ignorá-lo. Não seja um acéfalo zumbi da rede Globo, deixem isso para Bial.

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Luis Fernando Veríssimo

É cronista e escritor brasileiro

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.



Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.

Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.


Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.


Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.


Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.


Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.


Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).


Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.


O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!


Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Olhos magros: uma nova tendência

Bom dia a todos.

Esse texto é realmente interessante porque nos permite algumas reflexões:
1. Será que a causa da inveja dos outros sobre nós não é porque nos mostramos demais?
2. Os outros nos invejam, e nós, invejamos os outros? Por que a inveja nunca é nossa?
3. Que tal diminuir o tamanho dos nossos olhos no que é alheio e deixar apenas os desejos saudáveis?

Boa leitura!

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Mãe Stella faz uma bela reflexão sobre a inveja.

(Maria Stella de Azevedo Santos)


A minha função espiritual faz de mim uma intermediária entre o humano e o sagrado e para exercê-la da melhor maneira possível tenho como instrumento o Jogo de Búzios. Pessoas de diferentes idades, raças e até mesmo credos, buscam a ajuda desse oráculo. Surpreende-me o fato de que uma grande parte dos que me procuram sente-se vítimas de inveja.


Engraçado é que nunca, nem um só dia sequer, alguém chegou pedindo-me ajuda para se libertar da inveja que sentia dos outros. Será que só existem invejados? Onde estarão os invejosos? E o pior é quando consulto o oráculo e ele me diz que os problemas apresentados não são decorrentes de inveja, a pessoa fica enfurecida.


Percebo logo que existe ali uma profunda insegurança, que gera uma necessidade de autovalorização. Se isso ocorresse apenas algumas vezes, menos mal, o problema é que esse comportamento é uma constante. Isso me leva a pensar que cada pessoa precisa olhar dentro de si, tentar perceber em que grau a inveja existe dentro dela, para assim buscar controlar e emanar este sentimento, de modo que ela não venha a atuar de maneira prejudicial ao outro, mas principalmente a si, pois qualquer energia que emitimos, reflete primeiro em nós mesmos.


Uma fábula sobre a inveja serve para nossa reflexão: Uma cobra deu para perseguir um vagalume, cuja única atividade era brilhar. Muito trabalho deu o animalzinho brilhante à insistente cobra, que não desistia de seu intento. Já exausto de tanto fugir e sem possuir mais forças o vagalume parou e disse à cobra: – Posso fazer três perguntas? Relutante a cobra respondeu: – Não costumo conversar com quem vou destruir, mas vou abrir um precedente. O vagalume então perguntou: -Pertenço à sua cadeia alimentar?- Não, respondeu a cobra. – Fiz algum mal a você-?- Não, continuou respondendo a cobra.- Então por que me persegue?- perplexo, perguntou o brilhante inseto. A cobra respondeu: – Porque não suporto ver você brilhar, seu brilho me incomoda.


Ingênuas as pessoas que pensam que o brilho do outro tem o poder de ofuscar o seu. Cada um possui seu brilho próprio, que deve estar de acordo com sua função. Existem até pessoas cujas funções requerem simplicidade, onde o brilho natural só é percebido através do reflexo do olhar do outro.


Lembro-me de uma garotinha de apenas 10 anos de idade que a mãe me procurou para ajudá-la, pois ela ficava furiosa quando não tirava nota dez na escola. Comportamento que fazia com que seus coleguinhas se afastassem dela. Algumas tardes eu passei conversando com a garota. Um dia ela chegou me dizendo que não aparesentava mais o referido problema, que até tirou nota dois e não se incomodou.


Fiquei muito feliz, cheguei mesmo a ficar vaidosa, pois acreditei que aquela nova atitude era resultado de nossas conversas. Foi quando ela me disse:- Sabe por que não me incomodei de tirar nota dois, Mãe Stella? Ansiosa, perguntei:- Por que? Ao que ela me respondeu: – Porque o resto da turma tirou nota um. Rimos juntas da minha pretensa sabedoria de conselheira e do natural instinto de vaidade que ela possuía e que muito trabalho teria para domá-lo. O desejo que a garota possuía de brilhar mais do que os outros, com certeza atrairia para ela muitos problemas. Afinal, ela não queria ser sábia, ela queria ser vista.


O caso contado anteriormente fez lembrar-me de outro que eu presenciei, onde uma senhora repleta de ouro insistia em me dizer que as pessoas estavam olhando para ela com inveja. Cansada daquele queixume, disse-lhe que quem não quer ser visto, não se mostra.


A inveja é popularmente conhecida com olho gordo. Se não queremos ser atingidos pelo olho gordo do outro, devemos cuidar para que que nossos olhos emagreçam, não deixando que eles cresçam com o desejo de possuir o alheio. Já que fazemos dieta para nossos corpos serem saudáveis, devemos também fazer dieta para nossos olhos, pois eles refletem a beleza da alma. A tendência agora é, portanto, olhos magrinhos, mas não anoréxicos, pois alguns desejos eles precisam ter, de preferência desejos saudáveis.


Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá
 
Fonte: Balaio de Ideias: Olhos magros: uma nova tendência


Foto: Diego Mascarenhas / Ag. A TARDE/ 09.07.2010

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O sentido da sua cruz

Amigos

Recebi esses quadrinhos por email e achei importante colocá-los aqui na íntegra. Espero que todos consigam ver bem as imagens.  Embora as figuras sejam bem intuitivas, as frases em inglês estão traduzidas logo abaixo.

Abraço e boa semana.

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Lord, isto é muito pesado. Por favor, corte-a um pouco.

Lord, por favor, corte-a um pouco mais. Eu poderei carregá-la melhor.

Lord, muito obrigado.


Vamos usar isto como uma ponte e atravessar.

Ah! É muito curto, eu não posso atravessar.


Moral da história:

Nada nesta vida é por acaso !
Muitas vezes queremos nos livrar da "cruz" que nos é dada.
Mas para tudo tem um 'para quê' e um 'por que'...
Deus nunca nos manda algo que não possamos suportar...

E se formos abreviar estes caminhos, certamente teremos problemas !















terça-feira, 19 de julho de 2011

Eu era o vento e não sabia...

"Sempre corri atrás de mim como uma criança atrás de um balão levado pelo vento. Eu era o vento e não sabia". Quantas vezes buscamos a nossa felicidade no outro, transferindo a responsabilidade do nosso futuro, prazer, alegrias e realizações, empurrando o outro para longe de nós sem nem percebermos? Quantas vezes alimentamos o mal e perdemos o bem?

A felicidade é única, fundamental e necessária. É claro que existe Deus e Ele olha por nós, mas existe um Eu que é como um imã que atrai ou repele pessoas das nossas vidas. Ser otimista, determinado, amável, confiável e confiante atrai pessoas. Saber ser feliz sozinho traz segurança e demonstra uma auto-estima invejável. Quem alimenta a raiva, a inveja e a destruição corre o risco de viver eternamente nesse círculo de malícia.

Somos seres sociais, precisamos dos amigos, família, de amor e de fé, mas somos seres únicos e é com nossa unicidade que devemos buscar a felicidade. Devemos buscar no mundo tudo o que nos faz bem e devolver esse bem ao mundo. Quem está feliz sozinho pode ser feliz com todos e acreditem, a felicidade também é contagiosa.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Problema ou oportunidade?

Bom dia amigos.

Que tal uma ótima mensagem pra começar bem a semana?
Lembrem-se que onde uns vêem problemas outros enxergam oportunidades. A escolha é sua.

Abraço e boa semana a todos.

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"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." Romanos 8:28

Diz a história que o Velcro foi inventado em 1948 pelo engenheiro suíço George de Mestral e decorreu de momentos de pura irritação.

Certo dia, voltando de uma caminhada no bosque, ele ficou aporrinhado com os carrapichos que grudaram em sua roupa e nos pelos de seu cachorro.

Curioso, decidiu descobrir como aquilo acontecera.

Uma coisa chamou a sua atenção: o fato de aquele agarra-agarra não necessitar de nenhuma substância adesiva.

Observando ao microscópio, George descobriu que as patas do carrapicho terminam em pequeninos ganchinhos que se prendem a qualquer coisa peluda.


Imagine uma lâmpada se acendendo sobre sua cabeça!


Assim nasceu o fecho feito de numerosos ganchinhos e lacinhos e que ganhou o nome comercial de “velcro”, uma combinação de duas palavras francesas: velours (veludo) e crochê (gancho).


Muitas vezes a solução de nossos problemas estão grudadas em nossas pernas.


Pare, olhe, analise o que o Senhor tem pra você?


Ele quer operar milagres em nossas vidas, mas precisamos estar atentos para ouvir sua voz e seguir...


Uma excelente semana de descobertas...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Começar o começo

Acabei de ler um texto sobre como nossos pais são importantes para catalisar nosso processo de aprendizagem, descobertas e amadurecimento. O texto fala de como o pai ajudava o filho a abrir a tangerina, fazendo o primeiro furo, aquele que facilitaria todo o trabalho e eu até lembrei da dor no polegar ao começar o começo sozinha, buscando minha idependência. Meus pais começariam o começo para mim a vida inteira, melhor dizendo, até hoje eles teimam em fazer isso, mas é preciso, em alguma hora, desatar os nós.

O texto também fala que quando o começo for difícil, devemos pedir ao Pai Maior, a Deus, para "começar o começo" e eu gostei disso. Não acho justo entregar a vida a Deus e ficar esperando que os milagres aconteçam, mas gosto da ideia de que Ele comece algo que para mim é difícil e me deixe continuar minhas escolhas.

Amadurecer, inovar, crescer, ousar são atitudes necessárias e gratificantes em nossas vidas, se elas tiverem o testemunho e a ajuda de Deus se tornam experiências indescritíveis e únicas. Então convido-me e convido aos demais a tentar começar o começo e, se parecer difícil, pedir a ajuda de Deus.

Imagem: http://www.flickr.com/photos/ftima_velloso_pupo/page8/
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Texto original:

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - "pai, começa o começo!". O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito. Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas "tangerinas" são outras. Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios. Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...... Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para "começar o começo" era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias. Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus: "Pai, começa o começo!". Ele não só "começará o começo", mas resolverá toda a situação para você. Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: "Pai, começa o começo!".

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Minha Herança: Uma Flor

Nesse mundo egoísta, o que mais vemos são situações como essa da historinha contada na imagem. Eu, por exemplo, me vejo muitas vezes assim nos relacionamentos pessoais.

Relações de trabalho, amigos, amor... parece que as pessoas não conseguem simplesmente se colocar no lugar do outro e saem por aí explorando e machucando. Cada nova tentativa é uma decepção até que o coração endurece e já não cabe mais o amor.

Depois de tantas decepções apaixonar é difícil e é exatamente nesse momento que precisamos de pessoas cujo coração ainda possa ser compartilhado, pessoas que queiram plantar flores em nosso jardim.

No meu coração não cabe mais a paixão porque já não olho o mundo com inocência, mas ainda cabe o amor, aquele que se planta dia após dia com carinho, respeito, cumplicidade e paciência.

Hoje existem flores  em meu jardim, flores de esperança. Ainda há espaços vazios, mas sei que aos poucos ele estará em primavera porque alguém compartilha o seu coração comigo.

Nunca desistam de alguém que desaprendeu a amar porque em um coração arredio pode se plantar muito amor.
 
 
Minha Herança: Uma Flor



(Vanessa da Mata)


Achei você no meu jardim entristecido
Coração partido
Bichinho arredio
Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim


Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei
Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre


A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei


A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si


E hoje nos lembramos sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu

terça-feira, 24 de maio de 2011

5 Coisas que aprendi com o Lápis

Às vezes tenho a impressão que esse blog virou um ctr+C - ctr+V. Talvez seja porque ultimamente, apesar estar tudo bem, obrigada, não tenho vontade de escrever muito sobre o que se passa comigo. Acho que é medo de desandar. Será?
Achei esse texto no buzz e resolvi compartilhar aqui.


5 Coisas que aprendi com o Lápis

1° qualidade: Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.



2° qualidade: De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.


3° qualidade: O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.

4° qualidade: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.


E Finalmente a 5° qualidade: O Lápis sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços..

terça-feira, 26 de abril de 2011

"Se perder um amor, não se perca"

Hoje o google está lindo graças aos desenhos de John James Audubon. Pena que ao pesquisar sobre ele, descobri que para fazer os desenhos ele caçava os animais e os colocava em posição como se estivesse vivo. As imagens são tão belas que não dá pra imaginar morte ao olha-las.

Escolhi a imagem para acompanhar o texto de Fernando Pessoa que achei no buzz. Um texto muito lindo, verdadeiro e propício para o momento.

Às vezes, muitas vezes, a vida nos dá umas pancadas, mas ficar no chão é muito incômodo e feio, então temos que levantar e seguir em frente.  Mas seguir brigando e lutando contra o mundo também é incômodo e feio, então é preciso dar a outra face. É verdade que dar a outra face não é nada fácil, principalmente porque o tapa do outro lado é sempre mais dolorido, mas muito pior é a pequena sombra de quem bateu. Por isso, Fernando Pessoa tem toda razão, "Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas" porque seguir em uma vida sem experiência e com um coração sem amor e esperança não é viver, é sobreviver apenas.

Agora deixo o texto de Fernando Pessoa para que possam refletir e admirar.

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

Fernando Pessoa

quinta-feira, 31 de março de 2011

Como a tecnologia nos afasta

Todos os dias, ao chegar ou sair do prédio onde trabalho, eu ganhava o sorriso dos seguranças e recepcionistas do local. Após instalarem a catraca, as meninas parecem sempre ocupadas e com ares de preocupação, os seguranças só olham pras catracas e eu continuo passando e ofertando bom dia ao nada, na tentativa de não perder o contato com os funcionários e colegas.

Ao chegar no trabalho, acesso meu gmail e vejo uma "festa no buzz" de pessoas que pouco se conhecem como se fossem grandes amigos, mas ninguém marca uma festa de verdade pra uma conversa cara-a-cara até porque poucos são como se dizem ser no computador.

A tecnologia veio pra ajudar, para unir e facilitar a vida das pessoas, não para nos afastarmos. É preciso desconectar para ver o outro, olhar nos olhos. É fundamental aproveitar o bom do contato pessoal e instransferível que Deus nos deu. Então, só hoje, desconecte-se. Ligue e ouça a voz do seu amigo, chame-o pra um cinema ou pra almoçar. Marque uma festa real. Dê um bom dia verdadeiro.

Imagem: http://cremmdeuspai.blogspot.com/2010_12_01_archive.html

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Felicidade que as donas da grana não tem

Ontem eu e Alê fizemos um programa perfeito! Tenho certeza que os homens não vão entender, mas as meninas vão amar. Saímos no final da tarde, compramos ingressos para assistir "De Pernas pro Ar" e, enquanto esperávamos a sessão começar, entramos na Carmem Steffens.

Todos os dias que passávamos diante da loja Alê falava da vontade de comprar sapatos lá, dessa vez não foi diferente:

- Geo, uma dia eu faço uma loucura, entro nessa loja e compro uma bolsa e um sapato, é tão linda, estilosa, tudo de bom.

- É mesmo, mas é tudo tão caro.
Pausa... Alê, olho biônico, mirou a vitrine e viu escrito "Até 50% off". Sem perder tempo, disse:

- Vamos, olhar não paga. Vamos entrar.

- Vamos sim.

Experimentamos tudo, olhamos, passamos 01 hora na loja. Alê saiu com dois pares de sapatos de fechar o quarteirão e eu, imagine, saí com um Peep Toe e uma carteira no melhor estilo Alexsandra.
Saímos de lá quase tendo um orgasmo de tão realizadas, então percebemos algo interessante:

- Alê, você realizou mais um sonho.

- Pois é amiga, estou tão feliz que é quase um orgasmo...

(risos, risos, risos...)

- Geo, enquanto estamos nessa felicidade por comprar sapatos na promoção, a mulher entrou na loja com cara de tanto faz e pagou uma fortuna numa bolsa pequenininha pra filha pequena.

- É Alê, ela não sabe a alegria das conquistas simples, nunca vai ter uma felicidade dessas.

Pegamos as pipocas e refrigerantes, entramos atrasadas no cinema LO-TA-DO, mas o rapaz gentilmente mudou de lugar para ficarmos juntas. Rimos muito, incansavelmente, com Maria Paula e Ingrid Guimarães.

Eu sei que se colocarmos num referencial menor, talvez nós também não saibamos a alegria de alguém que ganha um salário mínimo comprar coisas que pra nós é comum, de alguém que não tem o que comer levar comida pra dentro de casa. O que sei é que às vezes não percebemos as alegrias dos momentos simples ou que teríamos muito mais alegrias se cobrássemos menos e aproveitássemos mais o que o mundo oferece.

Ah! Assistam "De Pernas pro Ar" e riam muuuuuito!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Semeando Estrelas

 Eu sei que a vida nem sempre parece boa ou justa. Na verdade, a nossa inconstância faz a vida quase sempre parecer dura e injusta, mas é exatamente nos momentos de maior escuridão que podemos semear nossas estrelas, transformando o escuro em luz, a dor em fraternidade, o desespero em fé.

Quando seu emprego parecer ruim, tedioso, procure ver se um colega precisa de ajuda ou se é possível reorganizar os materiais de trabalho. Estude um pouco, leia.

Quando sua vida parecer vazia, sem sentido, procure olhar para os lados, ver um amigo que precisa de consolo, um animal que necesside abrigo, um doente para cuidar. Preencha seu vazio mudando o mundo em volta.

Quando se sentir sozinho, sorria para mundo, faça amigos, traga pessoas para perto de si, inspire confiança e confie nas pessoas ao seu redor. "Cuide do seu jardim para que  as borboletas venham até ele".

Quando sua vida estiver de ponta-cabeça, sua casa uma bagunça e nada der certo, pare por um momento, contemple as estrelas do céu e pergunte: O que eu fiz para chegar até aqui e o que posso fazer para sair de onde estou? Lembre quais pessoas podem te ajudar a passar por esta fase.

A vida é um dom, uma dádiva de Deus. Nós não estamos aqui para esperar a morte ou transitar para um outro mundo, estamos para viver, aprender e melhorar o mundo ao redor. Energia guardada se perde e doada se multiplica, então compartilhe sua energia com o mundo ao redor.

Bom dia a todos!

Imagem e Inspiração: Bispo Edir Macedo - O Semeador de Estrelas

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Viver ou Juntar dinheiro?

Sei que estou deixando o blog de lado... bem, é mais uma daquelas fases de reflexão e quem já me acompanha por aqui sabe que não é algo tão raro.
Recebi esse texto e guardei para vocês. É interessante, embora eu ainda acrescente que podemos gastar com caridade ou presenteando um amigo e não só com farras ou cafezinhos.

Espero que gostem!!!

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Viver ou Juntar dinheiro?

(MAX GEHRINGER)

Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente.


Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse


simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais.


E assim por diante.


Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei.


Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.


Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro.


Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?


Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.


Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.


"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO"


Que tal um cafezinho?


FIQUEM COM DEUS

terça-feira, 9 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sinto falta do amor...

 Já disse aqui o quanto gosto dos textos do Leandro, mas não custa relembrar. Gosto de vê-lo parafraseando sobre o amor e sempre reflito sobre o que ele escreve. Hoje, lendo o último texto dele, O Que o Tempo (Não) Diz, senti saudade de amar.

Amar, estar apaixonada, é tão bom. Revigora, renova, revela o brilho dos olhos. Amar faz o mundo parecer mais bonito, os lugares mais aconchegantes, os passeios mais agradáveis... Faz a mente estar em sintonia com alguém simplesmente por imaginarmos que o outro também pensa em nós.

Não sei como alguém tem medo de amar e foge desse amor como o diabo da cruz. Medo de sofrer? Sofrer é tão pouco diante da alegria de perceber sentido no mundo, de se achar e ser especial para alguém. Quem nunca amou deveria se dar o direito de amar, mesmo correndo o risco de se perder, de não ser correspondido.


O amor é o que há de mais bonito em nós. Nos dispormos pelo outro, querer o bem de alguém, compartilhar momentos, desejar ter aquele alguém sempre perto, desejar o corpo no corpo, os braços no abraço, a língua na boca, um mundo em outros braços.

Triste de quem nega o amor, de quem tem medo de amar. Triste do mundo que a cada dia nega mais o amor. Saudade de quando eu amava sem medo de sonhar.


AINDA ESPERO O MEU AMOR...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Solidão contente: O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas

Recebi hoje esse texto e achei a minha cara. Muito parecido com tudo o que tento expressar no blog. Boa semana a todos!

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Solidão contente: O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas

IVAN MARTINS (Editor-executivo de ÉPOCA)

Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre solidão feminina com alguma incompreensão.

Ao ler o que eu escrevo, ela disse, "as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas".

Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente e mora sozinha.


Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.


"Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa", disse a prima. "Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas".


Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.


Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.

Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.

A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.


A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.


Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?


A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior com apoio da publicidade.


Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando, senão a economia não anda.


Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.


Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.


Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.


Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Eu e a Minha Pirâmide


Esses dias tenho pensado muito sobre o que realmente me importa na vida para que eu me sinta realizada. Conversando com um amigo, percebi que ele estava em outro momento, preocupado em saber o que fazer da vida profissional pois acabara de se formar. Nas conversas com minha secretária, percebo uma preocupação com a educação e segurança dos filhos. Esses exemplos me fizeram lembrar a Pirâmide de Maslow e perceber que quando atingimos um nível da pirâmide, dificilmente voltamos ao nível anterior, mesmo que as necessidades não sejam totalmente resolvidas.

Hoje sei que minhas necessidades fisiológicas jamais deixarão de existir, mas é fato que algumas delas me preocupam pelo excesso e outras pela falta (ok, não perguntem quais). A segurança, embora eu também não possa me desligar, não é preocupação em minha vida. Tenho bom emprego, boa saúde, casa, conforto e família estável. 

Amor/Relacionamento, seja sexual, amoroso ou familiar também é uma necessidade constante e mais difícil de alcançar, principalmente porque depende de outras pessoas para manter esse nível. O interessante é que ao atingir o nível da Estima, o Amor/Relacionamento se torna mais fácil de trabalhar, por isso, às vezes precisamos pular etapas de deixar a nossa pirâmide faltando tijolos. Se parar no nível do Amor/Relacionamento pode-se tornar dependente de outras pessoas para ser feliz.

Sem me desvencilhar dos demais níveis e sem ter sucesso absoluto em nenhum deles, apesar de ter passado por todos, hoje me acho no topo da pirâmide. Quando penso no futuro, a minha necessidade maior é a realização pessoal. Todos os dias me pergunto o que realmente preciso para me sentir parte do mundo, importante e única. O que me trará realização. Preciso expor meu lado criativo através da escrita no blog, das composições e do violão. Preciso trabalhar meu lado humano cuidando dos animais e ouvindo as pessoas.

A pirâmide de Maslow é um fato e, se prestarmos atenção nela, talvez seja mais fácil entender a vida e nossas constantes e intermináveis necessidades. Eu hoje vejo que ainda que eu tenha família, amigos, marido, filhos, emprego, apartamento, só me sentirei feliz se alcançar minha realização pessoal. Fica uma pergunta: E se Maslow só percebeu até esse nível? Será que nossas necessidades cabem em uma pirâmide ou é um universo sem fim?








quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Você tem que encontrar o que você ama

Hoje pude ler no site da sapmmbrasil, o discurso de Steve Jobs para uma turma de formatura na Universidade Stanford em 2005. Vale a pena ler, é muito bonito, bem escrito e interessante. O título é "Você tem que encontrar o que você ama".
Segue link: http://sites.google.com/site/sapmmbrasil/blog/vocetemqueencontraroquevoceama

Boa leitura!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Amor Próprio

Vejo em muitos relacionamentos a falta de amor próprio que se concretiza em dois comportamentos extremos. Ou a pessoa se anula em função da outra ou a despreza totalmente. Amar a si próprio não é desprezar o outro, é dar atenção a si mesmo e se deixar ser amado sem se deixar ser anulado.

É impossível definir qual característica de uma pessoa vai atrair outra, mas uma em especial, é imprescindível: o amor próprio. Todos admiramos alguém que se cuida, busca o melhor pra si e pra o mundo ao redor. A pessoa que vai em busca dos sonhos, procura se melhorar e se valorizar, se preocupando sempre com o bem-estar comum. Ter amor próprio é um passo importante para ser amado e isso é bíblico "amar ao próximo como a si mesmo", ou seja, para amar o próximo é preciso se amar primeiro.

Quem não se ama normalmente apresenta um dos dois comportamentos extremos: Um é anulação de si próprio pelo outro. A pessoa somatiza nas outras suas carências e frustrações; cobra demais, se doa demais e sufoca quem recebe essa doação porque não se consegue admirar quem não se ama e não se valoriza. O outro extremo é a super valorização através da desvalorização do outro. É quando, não sabendo medir o limite do amor próprio, resolve que é desprezando que se conquista os outros. No início até que funciona, mas pessoas bem resolvidas acabam fugindo desse tipo de relação, restando apenas relacionamentos doentios onde o desprezo passa a ser a regra.

Saber amar a si próprio, se gostar, cultivar o que é bom pra si e semear o amor ao redor é uma ótima maneira de amar e ser amado. Os extremos são perigosos e desnecessário.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Recebi esse email e achei interesssante colocar aqui. Acho que tem muita verdade a ser seguida.

Se um cachorro fosse professor, você aprenderia coisas assim:

Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.

Nunca perca uma oportunidade de ir passear.

Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.

Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.

Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.

Corra, pule e brinque todos os dias.

Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.

Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.

Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.

Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.

Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado...volte e faça as pazes novamente.

Aproveite o prazer de uma longa caminhada.

Se alimente com gosto e entusiasmo.

Coma só o suficiente.

Seja leal.

Nunca pretenda ser o que você não é.

E o MAIS importante de tudo....

Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.

A amizade verdadeira não aceita imitações!!!

E NÓS PRECISAMOS APRENDER ISTO COM UM ANIMAL QUE DIZEM SER IRRACIONAL!!!!

Texto de Ramiro Ros