Eu escolho ser princesa, mesmo que precise reaprender. E vc?
Essa frase é uma reflexão sobre o texto feito por Rubem Alves para questionar o nosso currículo forjado durante toda a nossa vida. Ou seja, nunca é tarde para sermos príncipes e princesas.
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Era uma vez um lindo príncipe por quem todas as moças se apaixonavam. Por ele também se apaixonou uma bruxa horrenda que o pediu em casamento. O príncipe nem ligou e a bruxa ficou muito brava. “Se não vais casar comigo não vai se casar com ninguém mais”! “Olhou fundo nos olhos dele e disse: " Você vai virar um sapo! “Ao ouvir essa palavra o príncipe sentiu um estremeção”. Teve medo. Acreditou. E ele virou aquilo que a palavra de feitiço tinha dito. Sapo. Virou um sapo. Bastou que virasse sapo para que se esquecesse de que era príncipe. “Viu-se refletido no espelho real e se espantou”: “ Sou um sapo”. Que é que estou fazendo no palácio do príncipe? “Casa de sapo é charco". E com essas palavras pôs-se a pular na direção do charco. Sentiu-se feliz ao ver a lama. Pulou e mergulhou. Finalmente de novo em casa. Como era sapo, entrou na escola de sapos para aprender as coisas próprias de sapo. Aprendeu a coaxar com voz grossa. Aprendeu a gostar do lodo. Aprendeu que as sapas eram as mais lindas criaturas do universo. Foi aluno bom e aplicado. Memória excelente. Não se esquecia de nada. Daí suas notas boas. Até foi o primeiro colocado nos exames finais, o que provocou a admiração de todos os outros sapos, seus colegas, aparecendo até nos jornais. Quanto mais aprendia as coisas de sapo, mais sapo ficava. E quanto mais aprendia a ser sapo, mas se esquecia de que um dia fora príncipe. A aprendizagem é assim: para se aprender de um lado há de esquecer do outro. Toda aprendizagem produz o esquecimento. (...) Que este texto seja em homenagem a todos os sapos da Natureza e a todos os sapos que foram transformados por feitiços de crença, ilusão e medo, mas que podem transformar-se no que quiserem,quando descobrirem QUEM realmente são (príncipes, aventureiros, atletas, escritores, artistas...). Aprender é desaprender. Há coisas que precisamos desaprender e outras que precisamos tomar cuidado pra não perder. Como educadores, teremos a delicadeza de não permitir que nossas crianças desaprendam coisas essenciais à vida e à felicidade.
Na experiência que fiz com este texto, contei a história e depois eles foram convidados a pegar uma folha de papel, dividir ao meio e escrever no alto, de um lado "sapo", de outro, "príncipe" ou "princesa". Depois, num diálogo consigo mesmo, escreveram sobre seus momentos-sapos e seus momentos-princesas e conversaram entre si. Em quantos feitiços bobos temos acreditado? Pense nisso: "Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém em si mesma a força e a magia." Goethe.
(do livro "A Alegria de Ensinar", Ed. Papirus)
http://raquelcanejo.blogspot.com/2009/02/aprender-e-desaprender.html
http://www.rubemalves.com.br/index.htm
sábado, 20 de agosto de 2011
O Sapo (Rubem Alves)
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terça-feira, 17 de maio de 2011
Para Viver Um Grande Amor
Amor, 01 mês não é aniversário...28 dias é?
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Para Viver Um Grande Amor
(Vinicius de Moraes)
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.
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terça-feira, 26 de abril de 2011
"Se perder um amor, não se perca"
Escolhi a imagem para acompanhar o texto de Fernando Pessoa que achei no buzz. Um texto muito lindo, verdadeiro e propício para o momento.
Às vezes, muitas vezes, a vida nos dá umas pancadas, mas ficar no chão é muito incômodo e feio, então temos que levantar e seguir em frente. Mas seguir brigando e lutando contra o mundo também é incômodo e feio, então é preciso dar a outra face. É verdade que dar a outra face não é nada fácil, principalmente porque o tapa do outro lado é sempre mais dolorido, mas muito pior é a pequena sombra de quem bateu. Por isso, Fernando Pessoa tem toda razão, "Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas" porque seguir em uma vida sem experiência e com um coração sem amor e esperança não é viver, é sobreviver apenas.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
O pinheiro de St. Martin
Recebi esse conto de Paulo Coelho sobre o Natal e espero que a mensagem deixada fique no coração de cada um de nós.
Que o amor de Jesus esteja em nossos corações hoje, no Natal e em todos os dias de nossas vidas.
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O pinheiro de St. Martin
(Paulo Coelho)
Na véspera de Natal, o padre da igreja no pequeno vilarejo de St. Martin, nos Pirineus franceses, se preparava para celebrar a missa, quando começou a sentir um perfume delicioso. Era inverno, há muito as flores tinham desaparecido - mas ali estava aquele aroma agradável, como se a primavera tivesse surgido fora de tempo.
Intrigado, ele saiu da igreja para buscar a origem de tal maravilha, e foi dar com um rapaz sentado na frente da porta da escola. Ao seu lado, estava uma espécie de Árvore de Natal dourada.
- Mas que beleza de Árvore! - disse o pároco. - Ela parece ter tocado o céu, já que irradia uma essência divina! E é feita de ouro puro! Onde foi que a conseguiu?
O jovem não demonstrou muita alegria com o comentário do padre.
- Na verdade, isso que carrego comigo foi ficando cada vez mais pesado e à medida que eu andava, suas folhas ficaram duras. Mas não pode ser ouro, e estou com medo da reação de meus pais.
O rapaz contou sua história:
- Tinha saído hoje de manhã para ir até a cidade de Tarbes, com o dinheiro que minha mãe havia me dado para comprar uma bela Árvore de Natal. Acontece que, ao cruzar um povoado, vi uma senhora de idade, solitária, sem nenhuma família com quem comemorar a grande festa da Cristandade. Dei-lhe algum dinheiro para a ceia, pois estava certo que poderia conseguir um desconto na minha compra.
"Ao chegar em Tarbes, passei diante da grande prisão, e havia uma série de pessoas aguardando a hora da visita. Todas estavam tristes, já que passariam a noite longe de seus entes queridos. Escutei algumas delas comentando que sequer tinham conseguido comprar um pedaço de torta. Na mesma hora, movido pelo romantismo de gente da minha idade, decidi que iria dividir meu dinheiro com aquelas pessoas, que estavam precisando mais que eu. Guardaria apenas uma ínfima quantia para o almoço; o florista é amigo de nossa família, com certeza me daria a Árvore, e eu poderia trabalhar para ele na semana seguinte, pagando assim a minha dívida".
"Entretanto, ao chegar ao mercado, soube que o florista que conhecia não tinha ido trabalhar. Tentei de todas as maneiras conseguir alguém que me emprestasse dinheiro para comprar a Árvore em outro lugar, mas foi em vão".
"Convenci a mim mesmo que conseguiria pensar melhor o que fazer se estivesse com o estômago cheio. Quando me aproximei de um bar, um menino que parecia estrangeiro, perguntou se eu podia lhe dar alguma moeda, já que não comia há dois dias. Como imaginei que certa vez o menino Jesus deva ter passado fome, entreguei-lhe o pouco dinheiro que me sobrava, e voltei para casa. No caminho de volta, quebrei um galho de um pinheiro; tentei ajeitá-lo, cortá-lo, mas ele foi ficando duro como se feito de metal, e está longe de ser a Árvore de Natal que minha mãe espera".
- Meu caro - disse o padre - o perfume desta Árvore não deixa dívidas de que ela foi tocada pelos Céus. Deixe-me contar o resto desta sua história:
"Assim que você deixou a senhora, ela imediatamente pediu à Virgem Maria, uma mãe como ela, que lhe devolvesse esta benção inesperada. Os parentes dos presos se convenceram que tinham encontrado um anjo, e rezaram agradecendo aos anjos pelas tortas que foram compradas. O menino que você encontrou, agradeceu a Jesus por ter sua fome saciada".
"A Virgem, os anjos, e Jesus escutaram a prece daqueles que tinham sido ajudados. Quando você quebrou o galho do pinheiro, a Virgem colocou nele o perfume da misericórdia. À medida que você caminhava, os anjos iam tocando suas folhas, e as transformando em ouro. Finalmente, quando tudo ficou pronto, Jesus olhou o trabalho, abençoou-o, e a partir de agora, quem tocar esta Árvore de Natal, terá seus pecados perdoados e seus desejos atendidos".
E assim foi. Conta a lenda que o pinheiro sagrado ainda se encontra em St. Martin; mas sua força é tão grande que, todos aqueles que ajudam seu próximo na véspera de Natal, não importa quão longe estejam do pequeno vilarejo dos Pirineus, são abençoados por ele.
(inspirado em uma história hassádica)
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Viver ou Juntar dinheiro?
Sei que estou deixando o blog de lado... bem, é mais uma daquelas fases de reflexão e quem já me acompanha por aqui sabe que não é algo tão raro.
Recebi esse texto e guardei para vocês. É interessante, embora eu ainda acrescente que podemos gastar com caridade ou presenteando um amigo e não só com farras ou cafezinhos.
Espero que gostem!!!
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Viver ou Juntar dinheiro?
(MAX GEHRINGER)
Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente.
Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse
simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais.
E assim por diante.
Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei.
Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.
Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.
"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO"
Que tal um cafezinho?
FIQUEM COM DEUS
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Solidão contente: O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas
Recebi hoje esse texto e achei a minha cara. Muito parecido com tudo o que tento expressar no blog. Boa semana a todos!
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Solidão contente: O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas
IVAN MARTINS (Editor-executivo de ÉPOCA)
Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre solidão feminina com alguma incompreensão.
Ao ler o que eu escrevo, ela disse, "as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas".
Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente e mora sozinha.
Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.
"Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa", disse a prima. "Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas".
Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.
Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.
A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.
A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.
Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?
A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior com apoio da publicidade.
Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando, senão a economia não anda.
Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.
Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.
Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.
Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.
Postado por Geovana às 09:15 1 comentários
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Você tem que encontrar o que você ama
Hoje pude ler no site da sapmmbrasil, o discurso de Steve Jobs para uma turma de formatura na Universidade Stanford em 2005. Vale a pena ler, é muito bonito, bem escrito e interessante. O título é "Você tem que encontrar o que você ama".
Segue link: http://sites.google.com/site/sapmmbrasil/blog/vocetemqueencontraroquevoceama
Boa leitura!
Postado por Geovana às 11:51 0 comentários
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Ser Professor
No dia 15 de outubro de 1983, minha mãe, professora, recebeu este poema dos colegas da Escola Dr. Alexandre Bittencourt. Papel rasgado, remendado, impresso em mimiógrafo, mas com um valor tão grande para ela que é guardado com carinho até hoje.
Ela me pediu que colocasse o poema aqui para que o tempo não o perdesse. Deixo então, nesse espaço este poema e o dedico a minha mãe Angélica, minha irmã Cristiane, meus primos Taíssa, Jaiminho e Roberta e a todos as pessoas que insistem em educar nossas crianças.
Muito obrigada por acreditarem no futuro.
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Ser Professor
Ser professor é ser artista,
Malabarista,
Pintor, escultor, doutor,
Musicólogo, psicólogo…
É ser mãe, pai, irmã, avó...
Só?
É ser palhaço,estilhaço, espantalho, bagaço…
É ser ciência e paciência…
É ser informação, é ser ação...
Para uns é o Cristo,
Para outros, Demônio...
Para estes, malquistos,
Para aqueles, um sonho...
É ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Impele para o bem,
Impede o mal.
Incompreendido? …e muito.
Defendido? Nunca.
O seu filho passou?…Claro, é um génio.
Não passou?...O professor não ensinou.
Para que ser professor?
É um vício ou vocação?
É uma e outra coisa…
É ter nas mãos o mundo de amanhã.
E ter nas mãos o mundo e não ter nada.
Amanhã seus alunos se vão...
E ele, o mestre, de mãos vazias,
Tendo partido o coração
Olhos voltados para sua estrela guia,
Recebe nova turmas,
Novos olhinhos ávidos de cultura...
E ele, o professor, o mestre, vai despejando
Com toda ternura, o saber
Nas cabecinhas novas
Que amanhã luzirão
No firmamento da pátria.
Fica a saudade... a amizade.
O pagamento real? Só na eternidade.
Autor Anônimo
Postado por Geovana às 20:36 3 comentários
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Corações calejados
Fala-se de mãos e pés calejados, mas pouco se fala de corações calejados.
Portanto.. quanta gente há por aí vivendo como se não fosse possível ter sentimentos porque um dia foram magoadas.
mal administrada vai à falência; um coração mal dirigido vai à ruína.
Somos nós os gerentes da nossa vida. A nós cabe as decisões importantes que conduzirão nosso caminho. Você já experimentou andar com um sapato apertado?
No início a gente aguenta, faz até cara bonita e se diz que depois vai amaciar.
Mas isso nem sempre acontece e depois de algum tempo percebemos que, mesmo se as pedras no caminho podem fazer mal, melhor mesmo é deixar esse sapato de lado, ainda que seja aquele que a gente tanto desejou e até se sacrificou para adquirir.
Há pessoas que calejam nosso coração. Fazem parte da nossa vida e as amamos,
mas nos fazem mal... tanto e tanto que acabamos fechando aos poucos as portas do nosso coração a outras possibilidades.
Nos trancamos dentro dele e vivemos na escuridão da nossa própria sombra. Não permita que alguém magoe seu coração a ponto de te deixar insensível. Não deixe de acreditar nas estrelas porque um dia as nuvens escuras encobriram seu céu.
Se seu coração está calejado, cuide dele com mais carinho ainda. Que seja ele a transformar a atitude dos outros em relação a você e não o contrário!
Se alguém que você ama só quer brincar com seu coração, talvez essa pessoa não mereça o amor que você sente.
E por mais difícil que seja, guarde seu coração das asperezas, não deixe que as decepções o endureça.
Olhe em outras direções, dê uma chance aos que te querem bem e ao seu coração de ser cuidado com o carinho que ele merece.
Letícia Thompson
Postado por Geovana às 07:51 2 comentários
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
A vida como ela é, a Dama da Lotação – Nelson Rodrigues
Às dez horas da noite, debaixo de chuva, Carlinhos foi bater na casa do pai. O velho, que andava com a pressão baixa, ruim de saúde como o diabo, tomou um susto:
— Você aqui? A essa hora?
E ele, desabando na poltrona, com profundíssimo suspiro:
— Pois é, meu pai, pois é!
— Como vai Solange? — perguntou o dono da casa.
Carlinhos ergueu-se; foi até a janela espiar o jardim pelo vidro. Depois voltou e, sentando-se de novo, larga a bomba:
— Meu pai, desconfio de minha mulher.
Pânico do velho:
— De Solange? Mas você está maluco? Que cretinice é essa?
O filho riu, amargo:
— Antes fosse, meu pai, antes fosse cretinice. Mas o diabo é que andei sabendo de umas coisas… E ela não é a mesma, mudou muito.
Então, o velho, que adorava a nora, que a colocava acima de qualquer dúvida, de qualquer suspeita, teve uma explosão:
— Brigo com você! Rompo! Não te dou nem mais um tostão!
Patético, abrindo os braços aos céus, trovejou:
— Imagine! Duvidar de Solange!
O filho já estava na porta, pronto para sair; disse ainda:
— Se for verdade o que eu desconfio, meu pai, mato minha mulher! Pela luz que me alumia, eu mato, meu pai!
A SUSPEITA
Casados há dois anos, eram felicíssimos. Ambos de ótima família. O pai dele, viúvo e general, em vésperas de aposentadoria, tinha uma dignidade de estátua; na família de Solange havia de tudo: médicos, advogados, banqueiros e, até, ministro de Estado. Dela mesma, se dizia, em toda parte, que era “um amor”; os mais entusiastas e taxativos afirmavam: “É um doce-de-coco”. Sugeria nos gestos e mesmo na figura fina e frágil qualquer coisa de extraterreno. O velho e diabético general poderia pôr a mão no fogo pela nora. Qualquer um faria o mesmo. E todavia… Nessa mesma noite, do aguaceiro, coincidiu de ir jantar com o casal um amigo de infância de ambos, o Assunção. Era desses amigos que entram pela cozinha, que invadem os quartos, numa intimidade absoluta. No meio do jantar, acontece uma pequena fatalidade: cai o guardanapo de Carlinhos. Este curva-se para apanhá-lo e, então, vê, debaixo da mesa, apenas isto: os pés de Solange por cima dos de Assunção ou vice-versa. Carlinhos apanhou o guardanapo e continuou a conversa, a três. Mas já não era o mesmo. Fez a exclamação interior: “Ora essa! Que graça!”. A angústia se antecipou ao raciocínio. E ele já sofria antes mesmo de criar a suspeita, de formulá-la. O que vira, afinal, parecia pouco. Todavia, essa mistura de pés, de sapatos, o amargurou como um contato asqueroso. Depois que o amigo saiu, correra à casa do pai para o primeiro desabafo. No dia seguinte, pela manhã, o velho foi procurar o filho:
— Conta o que houve, direitinho!
O filho contou. Então o general fez um escândalo:
— Toma jeito! Tenha vergonha! Tamanho homem com essas bobagens!
Foi um verdadeiro sermão. Para libertar o rapaz da obsessão, o militar condescendeu em fazer confidências:
— Meu filho, esse negócio de ciúme é uma calamidade! Basta dizer o seguinte: eu tive ciúmes de tua mãe! Houve um momento em que eu apostava a minha cabeça que ela me traía! Vê se é possível?!
A CERTEZA
Entretanto, a certeza de Carlinhos já não dependia de fatos objetivos. Instalara-se nele. Vira o quê? Talvez muito pouco; ou seja, uma posse recíproca de pés, debaixo da mesa. Ninguém trai com os pés, evidentemente. Mas de qualquer maneira ele estava “certo”. Três dias depois, há o encontro acidental com o Assunção, na cidade. O amigo anuncia, alegremente:
— Ontem viajei no lotação com tua mulher.
Mentiu sem motivo:
— Ela me disse.
Em casa, depois do beijo na face, perguntou:
— Tens visto o Assunção?
E ela, passando verniz nas unhas:
— Nunca mais.
— Nem ontem?
— Nem ontem. E por que ontem?
— Nada.
Carlinhos não disse mais uma palavra; lívido, foi no gabinete, apanhou o revólver e o embolsou. Solange mentira! Viu, no fato, um sintoma a mais de infidelidade. A adúltera precisa até mesmo das mentiras desnecessárias. Voltou para a sala; disse à mulher entrando no gabinete:
— Vem cá um instantinho, Solange.
— Vou já, meu filho.
Berrou:
— Agora!
Solange, espantada, atendeu. Assim que ela entrou, Carlinhos fechou a porta, à chave. E mais: pôs o revólver em cima da mesa. Então, cruzando os braços, diante da mulher atônita, disse-lhe horrores. Mas não elevou a voz, nem fez gestos:
— Não adianta negar! Eu sei de tudo!
E ela, encostada à parede, perguntava:
— Sabe de que, criatura? Que negócio é esse? Ora veja!
Gritou-lhe no rosto três vezes a palavra cínica! Mentiu que a fizera seguir por um detetive particular; que todos os seus passos eram espionados religiosamente. Até então não nomeara o amante, como se soubesse tudo, menos a identidade do canalha. Só no fim, apanhando o revólver, completou:
— Vou matar esse cachorro do Assunção! Acabar com a raça dele!
A mulher, até então passiva e apenas espantada, atracou-se com o marido, gritando:
— Não, ele não!
Agarrado pela mulher, quis se desprender, num repelão selvagem. Mas ela o imobilizou, com o grito:
— Ele não foi o único! Há outros!
A DAMA DO LOTAÇÃO
Sem excitação, numa calma intensa, foi contando. Um mês depois do casamento, todas as tardes, saía de casa, apanhava o primeiro lotação que passasse. Sentava-se num banco, ao lado de um cavalheiro. Podia ser velho, moço, feio ou bonito; e uma vez — foi até interessante — coincidiu que seu companheiro fosse um mecânico, de macacão azul, que saltaria pouco adiante. O marido, prostrado na cadeira, a cabeça entre as mãos, fez a pergunta pânica:
— Um mecânico?
Solange, na sua maneira objetiva e casta, confirmou:
— Sim.
Mecânico e desconhecido: duas esquinas depois, já cutucara o rapaz: “Eu desço contigo”. O pobre-diabo tivera medo dessa desconhecida linda e granfa. Saltaram juntos: e esta aventura inverossímil foi a primeira, o ponto de partida para muitas outras. No fim de certo tempo, já os motoristas dos lotações a identificavam à distância; e houve um que fingiu um enguiço, para acompanhá-la. Mas esses anônimos, que passavam sem deixar vestígios, amarguravam menos o marido. Ele se enfurecia, na cadeira, com os conhecidos. Além do Assunção, quem mais?
Começou a relação de nomes: fulano, sicrano, beltrano… Carlinhos berrou: “Basta! Chega!”. Em voz alta, fez o exagero melancólico:
— A metade do Rio de Janeiro, sim senhor!
O furor extinguira-se nele. Se fosse um único, se fosse apenas o Assunção, mas eram tantos! Afinal, não poderia sair, pela cidade, caçando os amantes. Ela explicou ainda que, todos os dias, quase com hora marcada, precisava escapar de casa, embarcar no primeiro lotação. O marido a olhava, pasmo de a ver linda, intacta, imaculada. Como é possível que certos sentimentos e atos não exalem mau cheiro? Solange agarrou-se a ele, balbuciava: “Não sou culpada! Não tenho culpa!”. E, de fato, havia, no mais íntimo de sua alma, uma inocência infinita. Dir-se-ia que era outra que se entregava e não ela mesma. Súbito, o marido passa-lhe a mão pelos quadris: — “Sem calça! Deu agora para andar sem calça, sua égua!”. Empurrou-a com um palavrão; passou pela mulher a caminho do quarto; parou, na porta, para dizer:
— Morri para o mundo.
O DEFUNTO
Entrou no quarto, deitou-se na cama, vestido, de paletó, colarinho, gravata, sapatos. Uniu bem os pés; entrelaçou as mãos, na altura do peito; e assim ficou. Pouco depois, a mulher surgiu na porta. Durante alguns momentos esteve imóvel e muda, numa contemplação maravilhada. Acabou murmurando:
— O jantar está na mesa.
Ele, sem se mexer, respondeu:
— Pela última vez: morri. Estou morto.
A outra não insistiu. Deixou o quarto, foi dizer à empregada que tirasse a mesa e que não faziam mais as refeições em casa. Em seguida, voltou para o quarto e lá ficou. Apanhou um rosário, sentou-se perto da cama: aceitava a morte do marido como tal; e foi como viúva que rezou. Depois do que ela própria fazia nos lotações, nada mais a espantava. Passou a noite fazendo quarto. No dia seguinte, a mesma cena. E só saiu, à tarde, para sua escapada delirante, de lotação. Regressou horas depois. Retomou o rosário, sentou-se e continuou o velório do marido vivo.
Postado por Geovana às 20:31 2 comentários
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
Feliz Páscoa
Amigos
A Páscoa é o tempo da renovação. O momento que mais lembramos do quanto foi grande o amor de Jesus pelo mundo. Ainda que alguns sejam ateus ou que não acreditem em Jesus como o Filho de Deus, pensem apenas em todos os gestos e palavras de amor que ele deixou e sigam apenas um mandamento: "Amar ao próximo como eu vos amei".
Um grande abraço e uma Páscoa de muita paz para todos.
Deixo um texto sobre renovação, mais uma vez garimpado pela leitora e amiga Adriana.
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Os bons olhos
Um homem morava no deserto e tinha quatro filhos ainda adolescentes.
Querendo que seus filhos aprendessem a valiosa lição da não precipitação nos julgamentos, os enviou para uma terra onde havia muitas árvores. Mas ele os enviou em diferentes épocas do ano.
O primeiro filho foi no inverno, o segundo na primavera, o terceiro no verão e o mais novo foi no outono.
Quando o último deles voltou, o pai os reuniu e pediu que relatassem o que tinham visto.
O primeiro filho disse que as árvores eram feias, meio curvadas, sem nenhum atrativo.
O segundo filho discordou e disse que na verdade as árvores eram muito verdes e cheias de brotinhos, parecendo ter um bom futuro.
O terceiro filho disse que eles estavam errados, porque elas estavam repletas de flores, com um aroma incrível e uma aparência maravilhosa.
Já o mais novo discordou de todos e disse que as árvores estavam tão cheias de frutos que até se curvavam com o peso, passando a imagem de algo cheio de vida e substância.
Aquele pai então explicou aos seus filhos adolescentes que todos eles estavam certos.
Na verdade eles viram as mesmas árvores em diferentes estações daquele mesmo ano.
Ele disse que não se pode julgar uma árvore ou pessoas por apenas uma estação ou uma fase de sua vida.
Ele explicou que a essência do que elas são, a alegria, o prazer, o amor, mas também as fases aparentemente ruins que vêm daquela vida só podem ser medidas no final da jornada quando todas as estações forem concluídas.
Se você desistir quando chegar o “inverno”, você vai perder as promessas da primavera, a beleza do verão e a plenitude do outono.
Não permita que dor de apenas uma “estação” destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida por apenas uma fase.
Persevere através dos caminhos dificultosos, e épocas melhores virão com certeza!
Viva de forma simples, ame generosamente, importe-se profundamente, fale educadamente…
E deixe o restante com Deus!
A felicidade mantém você doce.
Dores mantêm você humano.
Quedas te mantêm humilde.
Sucesso te mantém brilhando.
Provações te mantêm forte.
Mas, somente Deus te mantém prosseguindo!
Publicado por Bispo Edir Macedo
http://blog.bispomacedo.com.br/2010/03/30/os-bons-olhos/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+BispoEdirMacedo-MeuBlogPessoal+%28Bispo+Edir+Macedo+-+Meu+blog+pessoal%29
Postado por Geovana às 06:40 0 comentários
terça-feira, 30 de março de 2010
Acredite que você pode...
Esse texto é muito bom e é uma colaboração do leitor e amigo Adriano.
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Você já observou elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz incríveis demonstrações de força. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.
A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir. Mas, por que ele não foge?
A resposta é simples: o elefante não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno. Naquela época, a estaca era muito pesada para ele. Depois de muito tentar, o animal, já crescido, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, eternamente, esperando a hora do espetáculo.O elefante enorme não se solta porque acredita que pode.
O mesmo acontece com muitas pessoas. Depois de ouvirem alguns “nãos” ou simplesmente porque algo deu errado, passam a acreditar que “não podem”. Ficam presas às estacas do fracasso e de uma vida limitada, e como o elefante de circo, já não percebem que possuem dentro de si a força para quebrar qualquer estaca que amarra suas vidas. Fonte: IURD Japão.
Fonte: http://conteudo.arcauniversal.com/2010/02/26/acredite-que-voce-pode/
Postado por Geovana às 21:21 0 comentários
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Grande Problema, Simples Solução
Esse texto eu vi no Buzz da leitora Adriana e achei bem interessante.
Não estou esquecida da complentação do post anterior, só estou tomando fôlego e pensando na melhor forma de fazê-lo.
Abraço!
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Grande Problema, Simples Solução
Um paciente vai a um consultório psicológico e diz ao doutor:
- Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo.
Aí, eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima.
Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco!
- Deixe-me tratar de você durante 2 anos – diz o psicólogo.
- Venha três vezes por semana e eu curo este problema.
- E quanto o senhor cobra? – pergunta o paciente.
- R$ 120,00 por sessão – responde o psicólogo.
- Bem, eu vou pensar – conclui o sujeito.
Passados 6 meses, eles se encontram na rua.
- Por que você não me procurou mais? – pergunta o psicólogo.
- A 120 paus a consulta, três vezes por semana, 2 anos, ficaria caro demais, aí um sujeito num bar me curou por R$ 10,00.
- Ah é? Como? - pergunta o psicólogo.
O sujeito responde:
- Por R$ 10,00 ele cortou os pés da cama…
Muitas vezes, o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples!
HÁ GRANDE DIFERENÇA ENTRE FOCO NO PROBLEMA E FOCO NA SOLUÇÃO!
Foque uma solução ao invés de ficar pensando no problema.
Publicado por Bispo Edir Macedo
http://blog.bispomacedo.com.br/2010/03/22/grande-problema-simples-solucao/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+BispoEdirMacedo-MeuBlogPessoal+%28Bispo+Edir+Macedo+-+Meu+blog+pessoal%29
http://www.bispomacedo.com.br/
Postado por Geovana às 10:10 0 comentários
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Coisas que aprendi...
Recebi um texto chamado "Coisas que aprendi aos 40". Ainda não tenho 40, mas chegando aos 35 já descobri que muito do que está no texto é verdade. Tem umas frases que ainda me parecem estranha, portanto imagino que tenho 05 anos para aprendê-las.
Acabei de aprender que "Amor não se implora, não se pede não se espera…Amor se vive ou não"
Aprendi faz algum tempo que "Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você"
Desde pequena percebi que "Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade".
Percebi com meu próprio comportamento que "Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz".
A convivência no primeiro trabalho depois de formada me ensinou que " As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros".
Nos meus tempos de CEFET descobri que "A criatividade caminha junto com a falta de grana".
Entre um término de relacionamento e outro tive certeza que "Amigos de verdade nunca te abandonam".
Quando cheguei a Salvador percebi que "As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida".
Percebi com a dor que "Há poesia em toda a criação divina. Deus é o maior poeta de todos os tempos".
Desde a minha infância tive certeza que "A música é a sobremesa da vida".
Digo para mim todos dias depois de quebrar a cara que "Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente".
Meus pais me ensinaram que "Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor". Eles têm razão.
O Amor, os filhos ???? Quem sabe o decifro aos 40...
Texto Original:
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Coisas que Aprendi aos 40
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina. Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor… Ah, o amor…
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças…
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente…
Postado por Geovana às 09:16 1 comentários
terça-feira, 24 de novembro de 2009
A Lição do Ratinho
Um ótimo início de semana a todos.
Abraço!
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.
Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:
- O que? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.
No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa.
E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.
Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral.
O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.
O problema de um é problema de todos!
“Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes,
mas ainda não aprendemos a conviver como irmãos.”
Postado por Geovana às 11:45 0 comentários
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Conversando com Deus
Tem post novo lá no blog Bom pra Ler. Resenha do livro Conversando com Deus, de Neale Donald Walsch.
http://bompraler.blogspot.com/2009/11/conversando-com-deus.html
Postado por Geovana às 15:56 0 comentários
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Deixe Livre
Recebi esse texto num pps e transcrevi aqui para vocês. Eu aprendi perdendo que tudo isso é realmente verdade. Espero que gostem.
Quando você arranca uma flor do jardim começa a perdê-la porque ela vai murchar em suas mãos e não se fará semente para outras primaveras.
Quando prender um passarinho certamente vai perdê-lo porque ele não mais cantará no bosque nem criará outros passarinhos em seu ninho.
Quando você só pensar em guardar dinheiro irá perdê-lo porque dinheiro não vale por si, mas pelo o que com ele se pode fazer.
Quando não deixa partir o seu filho para a vida, pode saber que vai a perdê-lo...
porque nunca o verá voltar para você livre e maduro.
Lembre-se sempre: não existe preço para a liberdade, mas uma belíssima recompensa para quem utiliza com desprendimento de alma...
Quem ama liberta com a certeza da volta espontânea ao aconchego!
Aprenda com a vida a grande lição: você sempre vai ganhar o que tiver coragem de perder e perder o que quiser agarrar. (A.D)
Foto: Flor do Jardim do condomínio ondem moro.
Postado por Geovana às 14:18 3 comentários
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Carta entre Amigos

Amigos
Terminei de ler ontem "Carta entre Amigos", o novo livro do Padre Fábio de Melo e do vereador Gabriel Chalita, que na verdade é um conjunto de 18 cartas trocadas entre os amigos onde eles falam sobre os medos que pairam sobre as nossas vidas e a importância do amor para resolvê-los. Não é auto-ajuda e não tem nenhuma intenção de dar respostas. É pura filosofia e poesia. Vejam a resenha no blog Bom pra Ler (http://bompraler.blogspot.com/2009/10/carta-entre-amigos.html)
Abraço e bom final de semana.
Que Deus abençoe a todos!
Postado por Geovana às 13:52 2 comentários
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Elaine, Plantando Jardins com Pedras...
Ontem, sentindo um cansaço no corpo e na alma, resolvi trocar os cursos de línguas por um bom vinho e um bom livro. Comprei um abridor de vinho, desses ideais para mulheres solteiras e o livro "Cartas Entre Amigos" de Gabriel Chalita e Pe. Fábio de Melo. Para minha grata surpresa o primeiro capítulo me lembrou uma amiga comum a muitos de nós, Elaine.
O livro começa com a carta de Gabriel ao amigo Pe. Fábio. Nesta carta ele cita a história de Cora Coralina que conseguiu transformar as pedras da sua vida em jardins. Então, vejam se não parece com Elaine? Das poucas cartas que li na blogagem a dela foi justamente a mais triste e mais feliz, a que mais me emocionou e me fez pensar na vida. Além disso, ela conseguiu fazer com que mais de 100 pessoas publicassem seus maiores medos e erros... me parece que transformou não apenas as suas pedras, mas as de todos nós.
Elaine, você sabe o que é o amor de Deus, aprendeu a amar com a dor, a amar sem ser amada e recebeu amor de volta. Se um dia puder, leia este livro e lembre-se de si na primeira carta. Saiba que é, a cada dia, alguém mais especial para mim.
Das pedras
Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.
Cora Coralina
(1889-1985)
Postado por Geovana às 10:01 3 comentários
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Parafraseando Leandro Lima
Nem pedi autorização... entrei, invadi, peguei pra mim e distribuo com vocês...
Leandro, estou ficando sua fã... Beijos.
Felicidade
Felicidade é escrever com letra maiúscula. É rasgar as roupas sem se importar com a linha. Felicidade é ser bobo. É brincar de ser criança no meio da tristeza. É roer as unhas com pimenta e não sentir. Felicidade tem mais é nome de gente. Suspeito que felicidade seja um amor vestido pra dormir: aquele que você não precisa se preocupar que quando você acordar ele vai permanecer com os cabelos entres os suspiros.
O sentimento de felicidade é tão grande quanto o nome. Fe-li-ci-da-de, o mesmo tempo que demora para pronunciar demora para aparecer. Felicidade é um pedacinho de momento no tempo no qual descobrimos o valor de um sorriso, de uma atitude, de um objetivo. Felicidade é saudade arquivada de boas lembranças. É caminhar sem necessariamente andar. É tomar banho de chuva e não gripar. É ganhar uma caixa de bolinho no dia do aniversário e achar o melhor presente do mundo.
Felicidade é ouvir o próprio nome pronunciado no vento. É quando se para de procurar um coração. Felicidade é devorar uma panela de brigadeiro. É sentir que os dias não passam em vão. Felicidade é ter apelido. É ter amigos. É ter amigos para dar apelidos. É ter um cachorro que babe em você ao chegar em casa. Felicidade é não querer esquecer. É aprender. É um grito no sossego.
Felicidade é uma lágrima de paz que aperta sem abraçar.
Leandro Lima
http://lleandrum.blogspot.com/2009/09/felicidade.html
Postado por Geovana às 09:42 0 comentários
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