sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Dar ou vender?


Ontem estava lendo o blog Doida, de Cristiane Fetter (ela mesa, a do blog O Futuro do Presente) e um assunto gerado nos comentários me chamou atenção. Qual a melhor prática? Dar ou vender o que não é mais útil para nós, mas está em bom estado de conservação?

Nos EUA, os americanos guardam o que não lhes serve mais e vende em bazares nas portas de suas casas. Muitas vezes o valor cobrado é mínimo, mas é feita venda e não doação. Esse ato ensina ao povo de lá o valor do dinheiro bem empregado e que é preciso trabalhar para ter o que precisa. O ponto negativo é o valor exagerado ao dinheiro e o apego ao materialismo.

Aqui no Brasil temos o costume de doar o que já não nos é útil, embora muitos não doam e nem vendem, guardando tudo e impedindo que o novo entre em casa. A prática do doar nos ensina a trabalhar o desprendimento do que é material. O ponto negativo é a valorização do pedinte, pois passar o dia pedindo dinheiro, comida e coisas usadas é mais lucrativo que trabalhar um dia inteiro por um salário. Muitas vezes o que doamos é jogado de lado, sem o menor valor.

Vejo que as duas práticas são complementares. Para o crescimento espiritual, é importante saber doar, mas para o crescimento da nação é importante a valorização do capital. Podemos trazer para o Brasil a boa prática dos bazares e, com o valor arrecadado, ajudar instituições, levando aos locais materiais de higiene, limpeza, artesanato, etc. Mas uma pergunta fica ainda sem resposta: Será que as pessoas iriam aos bazares ou o brasileiro é muito orgulhoso para comprar algo usado? Só saberemos se tentarmos.

Imagem: http://www.saovicente.sp.gov.br/fundosocial/acoes/bazar.asp

6 comentários:

Rosinha disse...

Eu faço as duas coisas. A maioria das coisas pequenas ou de menor valor tipo roupas,sapatos e livros eu dôo. Eletrônicos, moveis e outras peças de maior valor agregado, quando eu não quero mais eu vendo. A diferença é que, ao invés de montar um bazar na garagem, eu anuncio no Mercado Livre. Simples assim. rsrs

Cristiane Fetter disse...

Geo, você tocou num ponto importantíssimo (que aliás é um post que estou preprando), o brasileiro de uma maneira geral tem muito orgulho de comprar coisas usasadas.
Quando eu me mudei para os Estados Unidos eu vendi quase tudo que eu tinha na minha casa, e vendi para amigos, pois não adiantava anunciar ou fazer um bazar (além do medo de ser assaltada é claro).
Este tipo de preconceito tem que acabar, não é só carros usados que merecem ser comprados, outras coisas também.
Obrigada por comentar nosso post em seu blog, ficou MARAVILHOSA sua análise.
Beijocas

Cristiane Fetter disse...

BLOG FEITO COM AMOR!

Vai lá no Tô Doida (www.todoyda.blogspot.com) que tem presente para você.

Beijocas

Ana Cláudia Bessa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Cláudia Bessa disse...

Eu discordo da Cris, acho que o brasileiro tem o maior preconceito em comprar coisas de segunda mão.
Encontrar pessoas de cabeça boa que comprarm as coisas no Brasil sem preconceito é difícil, ela é que tá cercada de gente boa (comprei um montão de coisas dela......ahahaha)
E concordo com o que ela vê que acontece nos EUA: dado não tem valor. Você dá para não jogar no lixo, o outro ganha, e vai lá e joga....
Eu só dou as coisas que sei que de fato serão usadas pela pessoas, senão prefiro guardar e esperar uma oportunidade melhor. Ou então vendo, mesmo que por preços módicos. Não só pelo dinheiro mas pela grande preocupação que tenho com o lixo gerado por todos nós.

Beijos!!!!

Geo disse...

Meu esposo morou 01 ano no RS e lá tem Brinques, lojas que vendem produtos usados. Ele comprou geladeira, guarda-roupa, cama, tv e outras coisinhas bem baratas. Depois que saiu, vendeu a outro colega pelo mesmo preço. Aqui na BA não existe esse costume, até carro está difícil vender usado.
A questão do medo de assalto, citado por Cris, é um ponto importante.
Sei que este é um assunto a se pensar, por enquanto a opção de Rosinha é bem viável, embora eu não confie na segurança da net, em todos os sentidos.

Beijo a todas.