sábado, 27 de fevereiro de 2010

Não quero ser Gaúcha


Essa manhã recebi um bonito e verdadeiro texto feito por um Gaúcho sobre a Bahia.
Gostaria de dizer ao caro jornalista Elilson Nunes Cabral Filho e a todos os gaúchos que sinto pelo Rio Grande do Sul o mesmo saudosismo em relação ao estado de vocês.

No período em que meu ex-marido morou em Bagé, eu pude ir ao Rio Grande do Sul 03 vezes. Conheci Porto Alegre, Bagé, Cassino, Rio Grande, Pelotas, Gramado, Canela e outras pequenas cidades da região.

Porto Alegre me deixou triste. Vi um rio tão lindo que me lembrou a praia da Ribeira, mas esse rio estava visivelmente poluído. O vai-e-vem das pessoas não permitiu que elas olhassem para o lado e conhecessem uma baiana que estava alí meio perdida no centro, passando o tempo até a hora do vôo. O taxista achou que podia me cantar só porque decidi sentar no banco da frente, costume comum na Bahia. Se não fosse um lojista da rodoviária que foi solícito sem nenhuma segunda intenção, Poá não ficaria entre as minhas boas lembranças.

Bagé é uma cidade de comércio forte, ruas limpas e bem cuidada. Interessante foi ver o espanto dos moradores, amigos de Rafael, quando perceberam que a baiana era branca igualzinha a eles. Confesso que também fiquei admirada quando descobri que a maioria dos gaúchos não eram loiros, altos de olhos azúis.

Mas, foi no Cassino que meu coração começou a amar o Rio Grande do Sul. Conheci os Molis, vi navios imensos bem próximos a mim e um por-do-sol às 20:40 simplesmente inesquecível. Me diverti com vários carros enfileirados na areia da praia tocando Aviões do Forró e Cláudia Leite, numa deliciosa mistura de cultura. Também vi o carnaval onde famílias se reuniam na grama, tomando chimarrão e vendo a banda passar. Provei o chimarrão e comi os mais deliciosos doces de Pelotas.

Em Gramado e Canela percebi que existe um Brasil organizado, bonito, com uma paisagem diferenciada. Mas foi a alegria dos moradores e a vontade de nos servir com alegria e qualidade que mais me agradou. Os chocolates, os vinhos, os salames... o hotel com aquele jeito de família... Canela com seu desfiles de lindos jovens na Páscoa deixou boas lembranças em minha mente.

Em Pelotas eu fui de passagem, mas comi o melhor currasco da minha vida. A cidade é grande e organizada. O pouco contato que tive com os moradores foi de cortezia e boa vontade. A praia do Larajal parecia tão animada que quase ficávamos por lá mesmo. Até a "timbalada gaúcha" estava tocando atrás do mine-trio.

Ah! Rio Grande, a cidade onde tudo começou... lá deixei um pedaço do meu coração. Amigos que fiz e que nunca vou esquecer. Pessoas que vivem com simplicidade, preservam a cultura local e acreditam na educação acima de tudo. Se o Brasil não fosse tão grande já teria voltado lá algumas vezes só pra receber aquele calor novamente. A cidade do Rio Grande é bonita por si só com seus prédio imensos e bem trabalhados, com o Rio tão grande que mais parece um mar. Parece que a grandeza da cidade fez grande o coração das pessoas.

No Rio Grande do Sul tem negro e tem Candomblé e eu que achava que isso era privilégio da Bahia. Então, meu caros Gaúchos, quero dizer que cada pedaço desse país é único, basta ter a oportunidade de conhecer as pessoas que nele vivem. Se a Bahia deixa saudade, saibam que a recíproca é verdadeira. Conhecendo o Brasil descobrimos que somos todos irmãos.

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NÃO QUERO SER BAIANO

Me chamo Elilson Cabral, sou de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Capão da Canoa, e estava cansado em ouvir falar dos baianos e de sua “Vasta Cultura”. Não suportava mais ouvir nos veículos de comunicação o quanto a Bahia era perfeita, suas praias paradisíacas, seus artistas infindos, cansei de ouvir: Baiano não nasce, estréia. Olhava pro rosto do povo Rio Grandense e via neles tanto ou mais “cultura” que nos baianos, a Bocha, a Milonga, a Guarânia, o chimarrão e não só as danças, ritmos ou indumentárias, mas toado sentimento que exalava do nosso cotidiano. “Cultura”, isso nós tínhamos, e tínhamos mais e melhor, afinal o que o mundo via na Bahia que não via em nós?
Resolvi então descobri o que é que a Bahia tem. Tirei dois anos da minha vida para conhecer a Bahia e toda sua “Cultura”, para poder mostrar pra o Brasil que existimos e que somos tão bons quantos qualquer outro brasileiro.
No dia 03 de Outubro de 1999 desembarquei no aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, e logo de cara ao contrario de baianas com suas roupas pomposas e suas barracas de acarajé, dei de cara com um taxista mal humorado porque tinham lhe roubado o aparelho celular, começava então minha árdua luta pra provar que baiano como qualquer um outro brasileiro nascia de um ventre e não de traz das cortinas.
Alguns quilômetros à frente já estava tentando arrancar do taxista as informações que podessem servir de base para minhas teorias, afinal eu precisava preencher uma serie de lacunas sobre os baianos e suas “baianíces”. Seu Ivo, era como se chamava o simpático taxista falava sem parar, com uma voz de ritmo pausado e sem pressa para me explicar, ia ele contando-me toda historia de salvador e sua política:
- Ah! Essa política é uma “fuleiragem”, é sempre eles nos roubando e agente votando nos mesmo sacanas que nos roubam.
Me chamou a atenção como ele não media palavras para definir os seus governantes. Mas até então nada na Bahia me encantara, nada de magia, nada de beleza. Chegando no hotel onde ficaria durante esse período fui então programar minhas estratégias e resolvi logo ir ao local mais badalado da Bahia, O pelourinho. Chegando no bairro mais uma vez nada de surpresa, casas antigas, pessoas e cabelos, trançados, espichados, alisados, pintados, enfim, coisas da Bahia. Senti um cheiro muito forte de dendê (ao menos eu achava que era dendê), nunca sentira aroma igual. Então avistei numa varanda pequena uma senhora e duas crianças que brincavam de aprender a fazer acarajé, parei e fiquei olhando tentando colher informações para meu “dossiê”.
- Entra seu moço!
Foi o que logo ouvi, meio sem jeito fui logo pra perto do fogão, o cheiro era cada vez mais forte e envolvente.
- O senhor quer uma?
- Claro!
Ia perder a oportunidade de comer a iguaria baiana mais famosa e poder dar meu parecer a respeito? Jamais. Dei a primeira mordida e sentir-me como se tivesse numa fornalha, aquilo queimava, ardia e pasmem era muito gostoso, tentava parar de comer, mas quanto mais tentava mais me lambuzada com aquele recheio que eles chamavam de VATAPÁ. Delicioso!
Enfim a Bahia tem algo de bom, mais é isso que encanta na Bahia? Bem vou encurtar minha historia para que vocês leitores dessa revista não fiquem entediados.
Passei dois anos viajando por toda Bahia, suas praias paradisíacas, ouvindo e vendo seus artistas, e saboreando de sua cultura e consegui chegar a um denominador comum, consegui alcançar o tanto procurava. Enfim os baianos não são melhores que nós Gaúchos, na realidade somo até mais civilizados que eles, porém, uma coisa nesses dois anos me chamou a atenção, vou dizer-lhes qual foi. Ao voltar para minha linda cidade no interior do Rio Grande do Sul sentir-me como se estivesse pousado no meu planeta, e logo escrevi um artigo pra uma revista falando da minha “descoberta” e depois de publicada fique de bem comigo mesmo e com minha terra, agora sim estou leve.
Agora sim?
Ainda não!
Passei os meus dias tentando entender porque sentia tanta falta da Bahia, porque sentia falta de meu vizinho Dorgival, do rapaz que passava vendendo sacolé, do João da barraca de água de coco, meu Deus porque esse vazio? Foi então que descobri o que é que a Bahia tem. Sem pretensão de ofender os meus, digo-lhes que, jamais verei nos sorrisos gaúchos a beleza da sinceridade baiana, jamais sentirei nas percussões de cá o pulsar dos meninos negros de pés descalços que “oloduavam” sem ter medo da dureza futura, jamais terei no abraço de meus parentes o calor que sentia ao ser abraçado pela vendedora de cocada de araçá que toda tardinha teimava em insistir pra que eu comprasse mais uma, jamais sentirei nos territórios daqui o cheiro de dendê, puxa o dendê que nem mesmo sabia o seu cheiro e o reconheci assim, de pronto, queridos conterrâneos, na nação de lá eles andam descalços mesmo os adultos e não é por não terem calçados, eles gostam de viver assim, a chuva não é apenas suprimento e fartura, é diversão, quantas vezes corri pela chuva com o André, filho de Dna Zete, seguindo o caminho que ela fazia no meio da calçada. Amigos, naquela nação os cabelos são como roupas, as roupas são como armas e as armas são os instrumentos, que levam uma multidão para uma batalha que dura 7 dias e que sempre acaba em vitória para ambos os lados, uma cabaça é motivo de festa, um fio de arame motivo pra luta (de capoeira), dois homens juntos é motivo pra samba, pagode, e festa. E pasmem queridos patrícios, eles trabalham, e muito, no tabuleiro de cocada, na frente de um volante, com uma baqueta nas mãos, trabalham sim. Não quero ser baiano! Sou gaúcho! Sou brasileiro! Mas nunca imaginei que conheceria um Brasil que jamais pensei achar exatamente na Bahia, exatamente lá, do outro lado, na outra nação.. Não quero me separar deles, não quero perder o direito de dizer que sou brasileiro e que tenho a Bahia como pedaço de mim. Não quero ser baiano, mas mesmo assim não consigo não ser.
Jamais saberia que seria necessário ir a Bahia para conhecer o Brasil.


Elilson Nunes Cabral Filho
Jornalista
Março de 2002

16 comentários:

Cristiane A. Fetter disse...

Ah Geo e depois que a gente sai do nosso país é que realmente vê como ele é imenso e que as pessoas que moram fora não conhecem 10% dele.
Se todo mundo tivesse o coração aberto deste jornalista e entendesse que uma nação é feita de diferenças e igualdades, mas principalmente das diferenças e que este caldeirão é que faz tudo ficar encantador, o Brasil seria maior ainda.
Eu amo cada pedaço do Brasil que conheci, adoro cada canto que fui e guardo como tesouros as pequenas coisas que comprei de lá.
E desta mesma forma procuro respeitar o que existe no país que me acolheu e que vivo hoje.
bjks

DILERMArtins disse...

Mas bah, guria.
Pois te digo: Se não fosse gaúcho, queria ser baiano...
Aqui me chamam Didi, na Bahia Dilé, não é um luxo?
Quero agradecer suas referências à Pelotas e Rio Grande, sou pelotense de nascimento e riograndino de coração, moro numa localidade entre as duas cidade.
Concordo totalmente com o texto do Elilson, e mais, o Brasil é grande e vale a pena conhecer.

Geovana disse...

É... parece que o que faz a diferença nos lugares onde vamos é a nossa permissividade com o novo e a capacidade de fazer amigos.

Obrigada!

Beijo.

Rose Mary disse...

Yesssssssssssssss meu irmão.
Aqui na Bahia é assim...
Aqui cabe todos os manos, todos os santos e todas as nações.

Aqui, bem aqui, na terra da alegria, no coração do SOL.

SEJAM TODOS BEM VINDOS A BAHIA... e que já venham sorrindo.

Nós esperamos vocês.

Adrielle disse...

Eu, sendo baiana, vos digo: o Rio Grande do Sul é um dos cantos mais lindos deste país, mas é exatamente por estar no Brasil que eu o considero tão belo. Não são apenas as dimensões continentais que fazem do nosso país um lugar singular. Mas principalmente por causa da sua gente, da mistura de culturas e das diferenças regionais, sejam climáticas ou étnicas. Eu amo o RS, mas não quero ser gaúcha. Ser baiana me faz bem. Melhor ainda é ser brasileira do Acre à João Pessoa, do Amapá ao Rio Grande do Sul...

Mara disse...

Geovana,

Cheguei ao seu blog através do email que recebi com o texto de Elielson.
Te confesso, quando vi o Título, escrito pelo mesmo, fiquei muito zangada. Mas isso ocorreu pq temos a mania de julgar as coisas pelo que enxergamos a principio. Não procuramos conhecer o âmago da questão.

Mas, sinceramente, foi o texto que mais gostei até agora.

Esse texto serva para mostrarmos, que para conhecermos lugares e pessoas maravilhosas, não precisamos sair do nosso estado, nem do nosso pais.

Cada vez que sai de férias, e posso, vou conhecer uma nova cidade da Bahia , e toda vez fico maravilhada com a beleza das mesmas.

Acho que todos poderíamos fazer esse tipo de turismo. Começando por conhecer o seu estado, e depois o nosso pais. Que pelo pouco que conheço, é o mais bonito de todos.

Nosso pais é belo pela diferenças de raça, cultura , e até da língua, aqui temos o “baianês”..rrs

Adoro ser baiana e brigo com qualquer pessoa que fale mal da Bahia ou de outro estado. Temos que ter orgulho de onde vivemos.

Bjs

Mara Jordão

Geovana disse...

Gente, estou muito feliz com a repercussão desse post, principalmente porque são sempre positivas.

Esse país é abençoado por Deus, não só pela grandeza natural, mas pelas pessoas que aqui estão. Nós, brasileiros, temos a seleção natural da luta pela sobrevivência durante a colonização portuguesa. Isso nos fez fortes e diversificados. Nos fez passificadores e tolerantes. Nos fez descobrir felicidade nos detalhes da vida.
Somos brasileiros e não desistimos nunca.

Abraço a todos e obrigada.

Rose Mary disse...

Como disse o escritor e cientista político Raymundo Faoro, em entrevista a revista Veja, ..."Acho que a história do Brasil è um romance sem heróis".

Giovani disse...

Geovana, foste MUITO feliz ao formular teu texto!
Parabéns!!!
Sou gaúcho,enfermeiro e morei um ano em Formosa do Rio Preto e três anos em Morro do Chapéu. Voltei para o Sul por conta de uma doença grave que acometeu minha mãe e optei por ficar ao seu lado até o fim. Senão fosse isto, acho que estaria por lá até hoje (faz três anos que retornei) hoje, resido em Porto Alegre.
Gosto do meu pago, mas na Bahia, talvez pelas cidades onde morei serem pequenas, a proximidade com as pessoas era algo MARAVILHOSO e inesquecivel. O contato com meus amigos era diário e isto é vital para mim. Aqui, pela correria do dia-a-dia, as relações de amizade ficam em segundo plano. no texto do jornalista Elilson na parte onde ele narra: "jamais terei no abraço de meus parentes, o calor que sentia ao ser abraçado pela vendedora de cocada" faço dele as minhas palavras e também observei a forma "despreocupada" com relação ao amanhã. Na Bahia observei que felicidade e dinheiro são coisas absolutamente dissociadas. Ou seja, na Bahia, se observa pessoas pobres e felizes.
Para fazer o fechamento do meu comentário, lhes digo: tenho uma filha de três anos que "estreou" na Bahia.

Flavio souza disse...

Olá Geovana, me deparei com seu Blog depois de ler o texto do citado jornalista; com relação ao Rio Grande do Sul acho o seguinte: Gostei muito de conhecer uma outra cultura, adorei Poá, gramado e canela (por onde passei) no entanto me senti discriminado por ser Nordestino (não sou negro); assim que possivel voltarei lá para conhecer mais Poá mas não espero calor humano deles, sinto uma saudade irresistível quando ouço Kleiton e Kledir cantando "Deu pra ti", sou meio romantico,lembro dos inúmeros momentos bons que passei, mas sem essa de enaltecer uma suposta baianidade deles, são frios e sem superiores, mas adorei a cidade e toda sua história colonial.

Geovana disse...

Oi Flávio,

Obrigada pro visitar o blog.

Eu não quis no texto dar baianidade aos gaúcho, mas deixar claro que recebi o mesmo carinho dos gaúchos e também me senti bem em conhecê-los. Cada povo tem seu jeito de ser e só conhecemos bem quando estamos aberto ao novo.

As pessoas do Sul e Sudeste (principalmente SP) são mais reservadas. O baiano vai abraçando todo mundo mesmo, mas isso não nos faz melhores amigos. Os gaúchos que conheci até hoje tem por mim e eu por eles uma amizade especial porque nos deixamos conhecer.

É isso aí. Espero que possa voltar lá com tempo ou que conheça bons gaúchos aqui.

Abraço.

arlindo disse...

ser baiano é um privilégio, por ser um brasil dentro do brasil, quem conhecer a bahia de norte a sul de leste a oeste verá que temos diversidade cultural em cada canto, varios costumes,varios jeitos no comer, vestir, andar e principalmente no falar, é lindo esta mistura, mas cada povo tem a sua beleza, e sendo norte ou sul, leste ou oeste do brasil não tem diferença, somos todos brasileiros, rindo,chorando, sofrendo, corerendo, pulando, trabalhando... enfim parabéns a todos que pensam assim

Giovani disse...

Amigos, gostaria de fazer uma correção. Poá é uma cidade do interior de SP. Porto Alegre é chamada por nós de POA ( lê-se PÔA). Era isto. Abraços.

Giovani disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Solemar disse...

GEOVANA, HOJE RECEBI O TEXTO DO JORNALISTA ELILSON E LOGO FUI PESQUISAR SOBRE ELE, ANTES DE ENCAMINHAR AOS MEUS CONTATOS. DEI DE CARA COM O SEU BLOG E O SEU TEXTO, TÃO CATIVANTE QUANTO O DELE. SOU ALAGOANA, COM VIAGENS E PASSAGENS POR VÁRIAS PARTES DO BRASIL. EM SALVADOR PASSEI MINHA ADOLESCÊNCIA ESTUDANDO NUM COLÉGIO INTERNO, ONDE FOI GESTADA TODA A MINHA BASE CULTURAL. AO RIO GRANDE DO SUL FUI EM VIAGENS LIGADAS AO CANTO CORAL... ENFIM, AMBOS OS TEXTOS ENCANTARAM-ME, PELA PEGADINHA QUE NOS PREGAM LOGO NO INÍCIO, MAS QUE, AOS POUCOS, TRANFORMAM-SE EM VERDADEIRAS ODES
AO NOSSO BRASILEIRÍSSIMO MODO DE SER. PARABÉNS!

Geovana disse...

Oi Solemar

Conheço um pouco de Alagoas, na verdade Maceió e a praia do Francês. Estou sempre por aí de passagem, mas em breve irei aproveitar e conhecer essa terra tão bonita.
O nordeste é lindo, me encanta e me acolhe, mas é tão grande que pra conhecer precisamos de uns 02 meses viajando sem parar.
Fica com Deus!