segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Para minha Avó

Hoje uso a medalhinha de Nossa Senhora, único presente da minha avó, mãe de minha mãe. Ela se foi. Deixou este mundo não sei para onde. Nesse momento espero que Jesus esteja segurando a mão dela e guiando para o mais bonito dos lugares, um lugar tão belo que nenhum homem consiga imaginar.

Sinto algo estranho em mim, nem sei dizer se é tristeza ou saudade. A última vez que a vi foi no aniversário de 94 anos. Ela já não lembrava direito de quase nada, mas conservava a alegria de sempre.

Não vivi com minha avó. Tentei me aproximar dela depois que vim para Salvador, mas existia um muro entre nós, talvez causado por longas brigas de família onde eu não tive nenhuma participação. Ela sempre foi atenciosa, mas o carinho de avó eu nunca senti dela nem por ela.

Hoje sinto saudade do que não tive. Queria muito estar em prantos de saudades da minha avó, queria ter histórias de infância para contar e dizer o quanto ela me faz falta, mas não tenho, não lembro muito da minha avó Elvira.

Apesar de tudo, existe uma saudade aqui dentro, um desejo que ela esteja ao lado de Jesus, abençoada por Deus, envolvida no manto de Maria. A morte é a certeza que se tem na vida, ao menos a morte física. É um mal necessário para nosso crescimento. Que minha avó Elvira esteja feliz em sua nova casa, em sua nova vida.

6 comentários:

Luciana Guimarães disse...

Pois é amiga... Sofremos pela ausência e pela falta do que não tivemos. Porque não aproveitar mais a vida, né?

Elaine disse...

Geovana,
Sabe, eu tive uma relação exatamente assim com minha avó paetrna.
Ela se foi há tanto tempo, nem no enterro dela eu fui...sinto saudades de uma avó que não tive. Brigas e separações de família... o mail irremedíavel que causa...
Fique com Deus, querida.

Rosi disse...

Eita que esse texto me fez chorar logo cedo!
Também sinto muitas saudades da minha avó, pena que ela se foi há tanto tempo. Vc acredita que até hoje lembro do cheiro dela, do bolo que ela fazia...quantas saudades.

Um forte abraço

Geovana disse...

Obrigada meninas

Elaine, eu fui ao enterro e vi minha avó pela última vez. Tive certeza que ela estava ali, viva, vendo todos ao seu redor. Foi importante para mim ter ido.

Abraço a todas!

Alexsandra Moreira disse...

Parece com a minha história tb Geo, não convivi com meus avós por estarem muito longe... As vezes sinto que não sei conviver com idosos pela falta deles em minha vida... Daí a vontade de ter conhecido um pouco mais... Afinal os avós são para estragar os netos né?

Ela deve estar num bom lugar e sabe o quanto vc gostaria de ter estado perto dela...

bj

Geovana disse...

Alê, eu tenho uma avó emprestada, a madrasta de minha mãe. Sempre conviveu conosco, chora quando dizemos que somos netos dela, é uma figura. Também tinha minha tia Zazá que ajudou a criar minha mãe e era muito querida por todos. São exemplos que tenho desde a infância. Mas nada supre o espaço da avó de sangue, avós nunca são demais. Bom pra estragar a gente, é verdade.

Bjo.