quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Medo que Sufoca o Amor...



Uma mulher sozinha em seu mundo, feliz, tranquila, perdida em seus livros, em suas músicas, em sua sua sagrada rotina. Uma pessoa vivendo sozinha e sendo feliz assim.

Uma festa, ninguém interessante. Uma dança com um garoto só porque a amiga disse:
- É só uma dança, ele é uma graça; você não precisa ficar com ele.

Se fosse só uma dança, mas foi o cheiro e o calor do corpo dele invadindo seu corpo. Ela tão feliz em estar sozinha e tão vulnerável por conta de uma bebida a mais. Uma tarde e início de noite perfeitas, lindas, ao lado de alguém especial com um sorriso e um olhar vibrantes. Uma troca de telefones e uma saudade de deixá-lo ali.

Acorda pra vida, é dia seguinte. Que nada, todo o encanto foi só cachaça, ele não vai ligar.
Telefone toca:
- Oi meu amor... Estou com saudade... Quero te ver hoje.
- Oi meu bem... também quero te ver.
- Final da tarde te pego pra gente sair.
- Certo, me liga mais tarde.
- Beijo.
- Beijo.

O encontro, o mesmo beijo, o mesmo olhar, o mesmo sorriso e ainda maior a cumplicidade. Tudo bom demais pra ser verdade. Palavras de carinhos, gestos de amor, sensações de irresistível desejo. Alguns dias de paixão, planos para dois, carinho e amor até a alma se encher de felicidade.

O desprezo, a distância, o medo... a separação. Tudo o que veio rápido foi rápido. Tudo que veio belo foi triste. Um amor que não se foi, sim porque ela ainda sente que o amor existe. Ela ainda não acredita que tudo foi mentira.

Ela insiste, tenta o que pode. Não possui armas porque não sabe conquistar, não sabe mentir, só aprendeu a amar. Ele apenas diz que jamais vai esquecê-la e que ela foi especial para ele. Ela desiste de insistir, mas ainda acredita no amor porque sabe que ele se transforma, mas não se acaba.

Ela não se arrepende do que viveu; busca ser feliz, abrir os horizontes, buscar um novo amor e tem pessoas boas ao seu redor. Ele, não se sabe... talvez em festas, bares, curtindo, fugindo de outro amor, vivendo um novo ou antigo amor ou sendo feliz sozinho.

Um conto de fadas sem final, nem triste, nem feliz. Uma sensação de história inacabada, uma tristeza em saber que o amor não aconteceu em plenitude. Duas pessoas afastadas por um sentimento vão fraco e tão fútil, o medo.

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Essa é uma história ocorrida em algum tempo do meu passado... poderia, perfeitamente, ser a sua história porque o que mais se vê no mundo são amores perdidos por medo de amar... só percebemos quando olhamos para trás e o tempo já passou.

Leandro Lima, sua profundidade me fez voltar a escrever.

3 comentários:

Rita de Cassia disse...

Eu tive um grande amor que me fez ver, sentir e ouvir coisas que nunca mais, nunca mais mesmo ví, sentí ou ouví. Mas é passado e passou. Mas nem pense que foi fácil. Foi necessário viver a dor até conseguir não sentir mais dor, nem me pergunte como foi isso. Só sei que sofrí, sofrí... batí minha cabeça na parede (literalmente!), sentia uma dor tão grande que chegou a ser física, doia muito. Mas havia ouvido uma frase: Tenha força de vontade. Foi o que fiz. Não matei o amor, matei a dor. Até hoje lembro de como foi e de quanto foi bom, mas não sinto NADA! Acabou o que eu sentia por ele, mas não acabou a lembrança daquele amor e do quanto foi bom. Demorou, demorou, mas um dia eu não mais sofria. O Tempo foi meu amigo e vai ser o seu também. Mas é preciso que esteja certa de que é isso que você quer. Se você acredita que acabou mesmo amando muito ainda, tenho certeza, um dia você vai perceber que passou. E você nem vai saber quando...
bj bj bj

Eu não tô sumida não. É que para comentar eu preciso pegar esse PC desocupado. Porque o que eu trabalho é rebelde, só faz o que quer e comentar ele não quer, as vezes não quer nem postar.... mas eu supero.
bj bj bj

Olhos Verdes disse...

Oi Gê, quanto tempo mesmo! Sempre que passo aqui aprendo um pouco mais! "O contrário de amor não é o ódio, é a indiferença". Concordo contigo totalmente que o nosso sentimento por pessoas que já "foram" não acaba, apenas muda de cor. Um grande beijo!

Alexsandra Moreira disse...

Quantas pessoas não passam o mesmo não é?

O importante é ser forte para continuar e não deixar de acreditar nunca que tudo é possível, apenas as vezes demora um pouco mais...

bjão